Crescimento Relativo Das VÍsceras Em Frangos De Corte Em Duas Idades

Carla Bastos Lima, Luciane Nunes Pereira Suñé, Rodrigo Krolow, Paula Minussi, Marcelo Amaro

Resumo


Introdução: O melhoramento genético animal vem imprimindo nas diferentes espécies um ritmo de produção intenso. Um exemplo disso é que, há cem anos atrás, um frango levava 120 dias para atingir 1500g, em 1980 levava 44 dias e hoje em dia apenas 33 dias para atingir a mesma marca. Essa eficiência produtiva pôde ser evidenciada a partir da introdução, nos anos 60, de material genético importado e especializado. Essas modificações genéticas, vem melhorando produtividade dos frangos de corte, mas também podem estar relacionadas a problemas metabólicos associados ao melhor desempenho. No crescimento rápido, todos os ossos, músculos e vísceras deveriam acompanhar o mesmo rítmo para que a homeostase fosse mantida. Em alguns casos o manejo imposto pelo ritmo de criação, também favorece o aparecimento de problemas como a hipertensão pulmonar. Com o objetivo de avaliar o crescimento relativo das vísceras em frangos de corte em duas idades. Material e Métodos: O experimento foi conduzido no aviário e no abatedouro do Centro de Ciências Rurais da Universidade da Região da Campanha, em Bagé-RS. Foram criadas 40 aves de linhagem industrial para corte; as aves recebiam água e ração à vontade e 24 horas de luz. Foram abatidas e mensuradas em duas idades diferentes, 90 dias e 105 dias, o peso vivo, o rendimento de carcaça e o rendimento das vísceras comestíveis, moela, coração e fígado em relação ao peso vivo da ave. Resultados e Discussão: O primeiro lote de 15 animais foi abatido aos 90 dias de idade onde os resultados obtidos foram: peso vivo 5,18±0,38kg, rendimento de carcaça 82,36±1,9%, rendimento da moela 1,33±0,24%, do coração 0,53±0,06%, do fígado 1,38±0,16%. Aos 105 dias outro lote de 15 animais foi abatido e os resultados foram: peso vivo 6,27±0,42kg, rendimento de carcaça 82,04±1,66%, rendimento da moela 1,04±0,19%, do coração 0,48±0,04 fígado 1,14±0,27%. Os resultados do primeiro abate apresentaram diferenças estatísticas em relação aos do segundo abate. Conclusões: Neste experimento pode-se concluir que o crescimento das vísceras dos frangos de corte, não se deu de forma proporcional ao crescimento corporal da ave. Orgão de Fomento:

Palavras-chave


rendimento, visceras, frangos de corte

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