Propagação De Estacas De Planta Incenso Em Diferentes Substratos

Claudete Izabel Funguetto, Eloir Missio, Giane Triches, Jaqueline Marques

Resumo


Introdução: A planta incenso (Plectranthus coleoides Benth.) é uma herbácea perene utilizada como forração no paisagismo, que também pode ser cultivada em vasos ou em jardineiras pendentes. Embora nativa da Índia e África, é facilmente encontrada em nossos jardins. Possui folhas pequenas, denteadas na borda e variegadas de creme e verde-claro, com pequenas flores brancas, em inflorescência tipo espiga, eretas e terminais. Todas as partes da planta exalam forte odor de cheiro agradável, originando seu nome desta particularidade. A planta incenso pertence ao mesmo gênero que o boldo (Plectranthus barbatus Andrews) e o boldinho (Plectranthus neochilus Schltr.), empregados popularmente para tratamento de dor de estômago e nos quais já foram identificados extratos e óleos essenciais de interesse farmacológico. No entanto não foram encontradas referências científicas sobre o potencial bioativo de Plectranthus coleoides Benth. Mesmo assim, é possível que possa ter propósitos similares ou idênticos, sendo justificados estudos acerca da planta. O objetivo do presente trabalho foi avaliar o comportamento de estacas de Plectranthus coleoides Benth. em três diferentes composições de substratos. Material e Métodos: Para cada tratamento, foram feitas três repetições de 10 estacas, medindo 10cm de comprimento. Foi empregado corte plano na extremidade superior e corte em bisel na inferior. Foram utilizadas somente porções do terço final e o material foi selecionado a partir de plantas-matrizes existentes no jardim do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Catarinense – Campus Rio do Sul - SC. O delineamento experimental foi o inteiramente casualizado, sendo testadas três composições: T1) Composto orgânico 2 : Plantmax® 1; T2) Composto orgânico 2 : vermiculita 1; T3) Composto orgânico 2 : turfa 1. Os dados foram submetidos à análise de variância e as médias comparadas pelo teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade. As estacas foram plantadas na posição vertical em tubetes tamanho médio e mantidas em estufa com nebulização intermitente. Aos 70 dias após a instalação do experimento as estacas foram retiradas dos tubetes e lavadas, avaliando-se as seguintes variáveis: percentual de sobrevivência, peso da biomassa seca das folhas e peso da biomassa seca das raízes. Resultados e Discussão: Houve 85% de sobrevivência no tratamento 1, que foi significativamente inferior aos demais tratamentos. Nos tratamentos 2 e 3 foi verificado não haver diferença entre si, tendo sido registrado 100% de sobrevivência. O peso da biomassa seca das folhas e das raízes mostrou superioridade no substrato contendo a proporção de duas partes de composto orgânico e uma parte de turfa, que consistiu no tratamento 3. Os piores resultados para estes parâmetros foram verificados no tratamento 1. Conclusões: Considerando os resultados obtidos foi concluído que a mistura contendo a proporção de duas partes de composto orgânico e uma parte de turfa pode ser recomendada para propagação vegetativa de Plectranthus coleoides Benth. Orgão de Fomento:

Palavras-chave


Plectranthus coleoides Benth., desempenho vegetativo, floricultura, paisagismo, planta bioativa

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