Interferênica De Diferentes Populações De AzevÉm (lolium Multiflorum) No Desenvolvimento Da Cultura Do Trigo (triticum Aestivum)

Douglas Geremia, Robson Antonio Botta, Cleiton José Ramão, Karine Geremia, Fernando Felisberto Da Silva

Resumo


Introdução: A cultura do trigo é uma das principais espécies de inverno cultivadas na fronteira oeste do estado Rio Grande do Sul. A fertilidade do solo e a presença de doenças são os principais desafio dos triticultores desta região no entanto, freqüentemente obeserva-se a presença de populações de azevém competindo com a cultura. O azevém é muito difundido dado a sua grande adaptação ao consórcio com outras espécies na formação de pastagens anuais de inverno e por ter boa capacidade de conservar sementes no solo por mais de dois anos, torna-se erva daninha em outras culturas de inverno e primavera que venham a ocupar áreas anteriormente utilizadas com pastagem de inverno. O objetivo deste trabalho foi avaliar a interferência de diferentes populações de azevém na formação de espiguetas na cultura do trigo. Material e Métodos: O experimento foi realizado na localidade Sinamomo, distrito do município de Itaqui, RS, em uma lavoura comercial conduzida conforme as recomendações técnicas da cultura para a reigão. Os dados foram obtidos em uma área de 30000 metros quadrados através de amostras feitas ao acaso obedecendo o caminhamento em forma de “M”. A cultura encontrava-se nos estádio fenológio de grão leitoso. Cada amostra teve 1 metro quadrado onde avaliou-se o número de plantas daninhas, altura da de inserção da folha bandeira, área foliar da folha bandeira e o número de espiguetas por planta. Para a obtenção do número de espiguetas fez-se a contagem direta em 5 plantas e a média adotado como o valor real para amostra. A área foliar da folha bandeira foi estimada conforme modelo proposto por FRANCIS (1969) e a altura de inserção da folha bandeira foi medida do solo até a inserção da folha bandeira. Ambas as medições foram realizadas com o auxílio de escalímetro. Resultados e Discussão: A densidade populacional do azevém e o número de espiguetas apresentaram correlação negativa altamente significativa (R2 = -0,83) estimada pela equação y = -0,1686x + 16,394. A densidade populacional do azevém e a área foliar da folha bandeira também apresentaram correlação negativa significativa (R2= -0,61) estimada pela equação y = -0,2833x + 27,539. Enquanto isso, a densidade populacional do azevém e a altura de inserção da folha bandeira não apresentaram correlação significativa (R2 = - 0,26) conforme a equação y = -0,2494x + 54,549. Conclusões: Dessa forma, podemos observar, obedecendo um limite mínimo de 5 e máximo de 43 plantas por metro quadrado, que quanto maior a densidade de plantas de azevém em lavouras de trigo menor será o número de espiguetas e menor será a área foliar da folha bandeira. No entanto, não há relação direta entre a densidade desta daninha com a altura de inserção da folha bandeira. Orgão de Fomento:

Palavras-chave


plantas daninhas, competição, cultura do trigo

Apontamentos

  • Não há apontamentos.