Objetos Digitais De Aprendizagem Para Pensar A Mobilidade Social: A Experiência Da Elaboração

Ester Dias De Barros, Aline Pegoraro, Valesca Brasil Irala

Resumo


Introdução: Considerando a diversidade lingüístico-cultural constitutiva da nossa sociedade decorrente de inúmeros fatores, pensamos na importância de problematizar tais questões no espaço híbrido formativo do ambiente escolar. Sob essa perspectiva, falar de tais questões torna-se indispensável ao refletirmos sobre a freqüência em que o trânsito de sujeitos e os deslocamentos ocorrem de um país para outro, de uma região para outra, de uma cidade para outra, etc. Nesse sentido, o sujeito passa a fazer parte de um grupo considerado do "outro", levando-o assim a uma possível sensação/sentimento de estrangeiridade, sendo visto por si e pelos outros como ‘o estrangeiro’, provocando sentimento de não pertencimento ao novo grupo que está inserido. A partir dessas considerações, ressaltamos a importância e relevância de atividades que abordem tais questões no espaço da pluralidade/heterogeneidade constitutiva da sala de aula. Pensando nisso, trabalhar essas questões no ambiente escolar pode ser produtivo e talvez transformador, no sentido de uma “desconstrução” de um imaginário, mesmo que parcialmente. Material e Métodos: Sob essas considerações, houve a elaboração de um projeto interativo, desenvolvido a partir da ferramenta de autoria ELO (Ensino de Línguas On-line), criada por Leffa (2006) em que a problematização e sensibilização relativa à temática foram enfatizadas, respondendo às demandas extensionistas do programa de extensão "Observatório de aprendizagem" de forma integrada ao componente prático do projeto de investigação espaço estrangeiridade: da teoria à ação" desenvolvido na Universidade Federal do Pampa (UnipampaBagé) desde 2007. Resultados e Discussão: Sendo assim, considerando o papel de destaque que o computador vem ganhando nas práticas diárias, salientamos o vêm ocorrendo nos ambientes educativos. Consequentemente, o desenvolvimento de atividades didáticas que utilizam recursos computacionais (com imagem, áudio, vídeo, etc.) têm expandido rapidamente, inclusive pelo uso de ferramentas de autoria, uma vez que facilita o trabalho do professor no sentido de elaborar seus próprios objetos digitais de aprendizagem (ODA’S) mesmo sem ter muito conhecimento de linguagens de programação complexas. Dessa forma, foram elaboradas nove atividades (nos módulos: duas de múltipla escolha, uma de cloze, uma de eclipse, duas de memória, duas de atividade dialógicas e uma seqüência). Contudo, as referidas atividades foram disponibilizadas para alunos de educação básica, mais especificamente, para alunos do 9º ano, sendo aplicadas em contexto de ensino público. Conclusões: Neste trabalho, foram apresentadas as etapas de elaboração de objetos digitais de aprendizagem, seguindo as recomendações de Tomlinson e Masuhara (2005), ou seja, recolhida de dados, seleção de textos, desenvolvimento de matérias, avaliação e adaptação ao contexto, entretanto, não podemos desconsiderar as limitações ocorridas durante a aplicação de tais atividades. Por um lado, podemos destacar que a utilização desta ferramenta de autoria, o ELO, possibilitou-nos abrir fronteiras para as práticas de ensino em sala de aula, podendo assim, como futuras educadoras, inovar as práticas de ensino, tentando de alguma maneira dar oportunidade aos alunos de aprender de maneira menos rigorosa e mais divertida. Por outro lado, podemos dizer que mesmo imparcialmente, conseguimos nosso objetivo inicial, que era problematizar algumas questões referentes às diversidades lingüístico/culturais constitutivas, historicamente, da nossa sociedade. Orgão de Fomento: MEC

Palavras-chave


Mobilidade Social, Objetos Digitais, Ferramentas de Autoria

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