Projeto Rondon: Lição De Vida E Cidadania Junto Aos Adolescentes De Pinhal Grande-rs

Liamara Saikoski Noal, Neila Santini De Souza, Vanderlei Folmer

Resumo


Introdução: Este trabalho é resultado de atividades extensionistas realizadas durante a operação do Projeto Rondon, no mês de julho de 2009, junto aos adolescentes de sétima e oitava séries de escolas municipais e estaduais do município de Pinhal Grande – RS. O Projeto Rondon é um projeto de integração social coordenado pelo Ministério da Defesa e conta com a colaboração da Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação – MEC. O Projeto envolve atividades voluntárias de universitários e busca aproximar esses estudantes da realidade do País, além de contribuir, também, para o desenvolvimento de comunidades carentes. No Brasil, no início da década de 80, os primeiros casos de AIDS notificados surgiram entre os denominados grupos de risco, que incluíam os homossexuais do sexo masculino, os usuários de droga injetável e as profissionais do sexo. A evolução da epidemia revelou a capacidade da AIDS em alcançar todos os que adotavam comportamentos de risco, mantinham relações sexuais sem preservativo ou compartilhavam seringas contaminadas ao fazer uso de drogas injetáveis. Partindo destas premissas, desenvolveu-se um trabalho com o objetivo de realizar atividades educativas a um grupo de adolescentes multiplicadores a partir das temáticas relacionadas a sexualidade, redução de danos, preconceito, auto-estima e métodos contraceptivos. Material e Métodos: Foram realizadas oficinas com adolescentes das turmas de 7° e 8° séries de duas escolas, uma municipal e uma estadual, do município de Pinhal Grande no estado do Rio Grande do Sul, no período de 12 a 24 de julho de 2009, abrangendo cerca de 70 adolescentes na faixa etária entre 12 e 17 anos. Como estratégias didático-pedagógicas, foram utilizados materiais educativos, vídeos informativos, métodos contraceptivos, gravuras, construção de almanaque, textos de apoio sobre os conteúdos em questão e dinâmicas de grupos. Resultados e Discussão: A partir das discussões com os grupos de adolescentes multiplicadores, foi possível observar a preocupação com a possibilidade da gravidez indesejada, que ficou muito clara nos encontros dialógicos e trabalhos em pequenos grupos, demonstrando que os adolescentes tinham ciência de um dos motivos para o uso do preservativo. O comportamento sexual monogâmico não é mais justificativa da autopercepção de baixa vulnerabilidade, bem como da cultura local influenciar na maneira de ser e agir dos adolescentes de forma mais vigorosa. A facilidade de encontrar esclarecimentos e métodos contraceptivos nas unidades básicas é sabida entre este público alvo, porém a procura aos serviços de saúde ainda é muito limitada. Conclusões: Verificou-se que a grande maioria dos adolescentes estão cientes das precauções a serem tomadas quando se inicia a vida sexual ativa, porém ficou evidente que trabalhos de educação para a saúde como este, devem ser realizados continuamente nas escolas, na mídia, grupos de jovens e centros comunitários, para que o grau de vulnerabilidade desta população não seja tão elevado, mesmo diante da baixa procura pelos serviços de saúde. Com isto, espera-se que as sementes da continuidade destas informações possam frutificar a toda comunidade, por meio do trabalho dos adolescentes, que assumiram o compromisso em serem multiplicadores, conjuntamente com seus pais e professores, num projeto que promove a saúde e prevenção na escola. Orgão de Fomento:

Palavras-chave


adolescência, saúde, educação, cidadania, extensão

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