Conhecendo A Realidade Vivenciada Por Grupos De Mútua Ajuda De Alcoólicos E Narcóticos Anônimos

Jolçueider Dayane De Moura Borges, Maiana Pinheiro Dos Santos, Diana Conceição Carvalho, Andréia Martins Do Couto, Beatriz Franchini

Resumo


Introdução: A realização deste estudo deu-se no sentido de atender uma atividade proposta pela disciplina de Introdução as Ciências Sociais, sendo que o objetivo era conhecer especificamente um grupo em vulnerabilidade social. O tema escolhido foi a dependência química e suas formas de tratamento na comunidade. Sendo a infância e a adolescência períodos críticos o uso de drogas em alguns casos torna-se uma forma de lidar com as situações problemáticas da vida. O alcoolismo por sua vez é o ato de consumir álcool de maneira constante, levando o bebedor a ter complicações físicas e mentais decorrentes do consumo excessivo. Em mesmo norte esta a drogadição que é, uma intensa obsessão mental direcionada ao uso abusivo de uma ou mais substâncias. Levando em consideração os agravos acarretados pela dependência de álcool e droga, este estudo objetivou conhecer o modelo terapêutico dos grupos de mútua ajuda, Alcoólicos Anônimos (AA) e Narcóticos Anônimos (NA), e por meio de relato de experiência de seus membros constatar a eficácia do programa, bem como entender a visão que os membros tem frente à sociedade tanto na ativa quanto em seu estado de recuperação. Material e Métodos: Optou-se pela escolha destes grupos para conhecimento da realidade vivenciada e por ser de grande valia para a prática do acadêmico. Este estudo consistiu em um relato de experiência realizado por acadêmicas de enfermagem da Universidade Federal do Pampa, a partir da observação participante registrada em diário de campo e discutida à luz da teoria. O período da pesquisa ocorreu entre 04 de julho a 01 de agosto de 2007. Observaram-se as reuniões de recuperação abertas, reuniões de serviço e encontros promovidos pelos Grupos 10 de Junho de AA e 5ª Tradição de NA, localizados no município de Uruguaiana. Resultados e Discussão: Na pesquisa realizada no Grupo de AA, 11 pessoas participaram com faixa etária de 30 a 50 anos, a maioria trabalhadores autônomos, 1 possuindo curso superior, 3 ensino médio profissionalizante e 7 ensino fundamental. Em NA os participantes foram 7 pessoas compreendendo a faixa etária de 20 a 35 anos de trabalhadores assalariados, distinguindo 4 com ensino médio profissionalizante, 1 estudante, 1 comunicador de rádio e 1 militar. Por meio da participação nas reuniões entendeu-se que a recuperação consiste em ajuda recíproca e troca de experiências entre os membros, obedecendo aos princípios da irmandade de manter-se “sóbrio” e “limpo”. Notou-se que para os membros iniciantes é possível manter-se abstinentes no primeiro mês, já para os demais o período crítico é compreendido entre o sexto e o nono mês, porém após dois anos de frequência no grupo constatou-se que não há mais recaídas. Ao questionamento de como eram vistos pela sociedade quanto ativos, os membros destacam que eram marginalizados e que o juízo de valor emitido atrapalhava na busca pela recuperação, ocorrendo uma mudança nesta visão após o ingresso nos grupos de mútua ajuda, a sociedade que antes os marginalizava agora proporciona novas oportunidades, pessoais e profissionais. Conclusões: Quanto à eficácia do programa de AA e NA entende-se que quando é praticado de maneira assídua e desejosa a pessoa alcança o objetivo almejado. Ao entender qual a visão que os membros em recuperação apresentam perante a sociedade, este estudo proporciona os subsídios necessários para que os acadêmicos possam assistir a clientela estudada, bem como qualificar e humanizar a prática profissional futura. Orgão de Fomento:

Palavras-chave


Ciências Sociais, Promoção da saúde, Grupos de Mútua Ajuda, Modelo terapêutico, Álcool e droga

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