Contando História: Compartilhando Números E Frações Com O Uso Do Material Dourado

Talita Da Cunha Gonçalves, Karlla Silveira Morales, Simone Portella Teixeira De Mello

Resumo


Introdução: Discutir metodologias e construir materiais didático-pedagógicos para ensino-aprendizagem de matemática é condição essencial na formação de professores. O projeto de ensino "Laboratório de Ensino de Matemática: Estratégias de Ensino" surgiu com este intuito, objetivando pesquisa e desenvolvimento de aulas e oficinas, associando o ensino à pesquisa na perspectiva de André (2005). O presente estudo é um recorte deste projeto de ensino, que ora socializa a construção e execução da oficina "Contando história: compartilhando números e frações com o uso do material dourado", visando estimular o aluno a desenvolver a criatividade e o espírito investigativo, assim como manusear, elaborar e avaliar diferentes materiais e metodologias. Optou-se pela construção de oficina para crianças das séries iniciais com o foco no ensino de frações. Material e Métodos: A metodologia do estudo baseia-se em Freire (1996), na construção do conhecimento de forma dialógica, estimulando o aluno a refletir a partir de sua experiência. O uso do material dourado, tem como referência Lorenzatto et al (2006). Posterior à construção da oficina, observou-se os relatos das crianças, na intenção de analisar o significado dessa para o ensino de frações. A oficina foi dividida em três etapas: história dos números, aventura decimal e mercado de livros, usando como valor de troca o material dourado. Na 1ª etapa relatou-se a história dos números desde as civilizações antigas. Posteriormente, na etapa da aventura decimal, baseada na obra de Ramos (2008), tratou-se do desafio do cálculo de frações decimais mediado por momentos lúdicos de “mágica”. Para tanto, utilizou-se o bloco, placa, barra e cubinhos, peças do material dourado, mostrando tais frações e suas representações. Foram feitas perguntas às crianças sobre o tema, levando-as a construir o conhecimento com a manipulação do material dourado. Na última etapa “mercado de livros”, o valor desses compreendeu a soma de frações decimais, etapa que os alunos tiveram como seu dinheiro peças do material dourado para fins de troca por livros de histórias infantis, quando evidenciavam a representação devida das frações. Resultados e Discussão: Os resultados revelam que a socialização dos saberes com o uso de materiais didáticos são requisitos importantes ao se estudar e praticar o ensino de matemática, o que implica na articulação permanente com a rede pública de ensino, diante do gargalo que a matemática representa desde as séries iniciais. (Brasil/MEC/SEA, 2009). A oficina ratifica a aprendizagem pela experiência conforme Larrosa (2002), onde a experiência é o que nos passa, nos toca, onde o saber da experiência se deu essencialmente na relação entre o conhecimento e a vida humana. Conclusões: Concluímos que os materiais manipuláveis funcionam como uma primeira forma de representação dos conceitos matemáticos e são considerados bons quando apresentam aplicabilidade na modelagem de várias idéias matemáticas, desde as operações algébricas ao cálculo de frações. É o que também enfatiza Pais (1996) sobre o uso de materiais concretos. Todavia, o uso desses materiais não deve ser considerado como um método de descontrair as aulas, porque assim se perde o foco, que é de aproximar a visão espacial do aluno com a sua visão abstrata das coisas (PASSOS, 2006). Além disso, corroboramos com Lorenzato (2006) quando da expectativa do uso de materiais manipuláveis por parte de professores, na esperança que as dificuldades do ensino possam ser amenizadas pelo suporte do material concreto. Orgão de Fomento: UNIPAMPA

Palavras-chave


Materiais Manipuláveis, Ensino de Frações, Material Dourado

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