Oficina De Educação Em Saúde Com Adolescentes

Aline Basso Da Silva, Fernanda Berwaldt Justen, Luiz Antônio Fernandes Filho, Michele Bulhosa De Souza

Resumo


Introdução: A educação em saúde pode ser realizada através de oficinas, propiciando a comunicação e interação com a comunidade. Este trabalho trata-se de um relato de experiência com o objetivo de avaliar a importância do processo de educação em saúde por meio de grupos com adolescentes. Material e Métodos: A partir da solicitação da interação com adolescentes na forma de oficinas, pela disciplina de Enfermagem no Cuidado a Saúde da Mulher, Criança e Adolescente, foi realizado um contato prévio com os adolescentes, na sala de aula de uma escola do município de Uruguaiana, através de um convite para a participação de um momento de conversa sobre as drogas, tema este escolhido pelos mesmo, os alunos poderiam se inscrever, de forma gratuita e espontânea, o número de vagas proposto foi de 20, sendo que compareceram 17. Para realizar a oficina houve um planejamento da atividade, discutindo-se os objetivos e resultados esperados, privilegiando-se não somente informar sobre as drogas e seus efeitos como trabalhar os sonhos e expectativas de vida de cada adolescente. Assim, optou-se por utilizar uma dinâmica com 3 subgrupos de 5 e 6 alunos proporcionando um maior espaço dialogo a cada adolescente e após a confecção de painéis para expressar a vida com as drogas e sem as drogas. Resultados e Discussão: Diante da realização da oficina percebeu-se uma reflexão crítica por parte dos acadêmicos sobre seu papel social na promoção em saúde, visando a formação de sujeitos autônomos. A partir desta buscou-se apontar pontos positivos e pontos que necessitam ser aprimorados. Como ponto positivo visualizou-se a abertura de um espaço de fala e escuta para os adolescentes, em que eles puderam refletir sobre seu cotidiano e expressar seus desejos como meio de incentivar suas expectativas de vida, os adolescentes apresentaram grande conhecimento a respeito do tema, sendo este uma realidade próxima para eles. Assim como muitos contaram suas experiências, outros sentiram-se inibidos e não se expressaram, sendo este um ponto que deve ser aprimorado, pois levanta-se a hipótese de que a falta de vinculo seja a causa da inibição apresentada. Observa-se também a necessidade de que este trabalho tenha continuidade para que o vinculo depois de formado não seja perdido. Outro ponto analisado pelos acadêmicos que deve ser aprimorado é a forma de abordagem do tema, a dificuldade de interação em alguns momentos pode ser atribuída ao desconforto de verbalizar sobre problemas tão próximos a sua realidade, tais como a existência de usuários naquele grupo, familiares que comercializam drogas e violência. Levando a reflexão sobre outras formas de abordagem para privilegiar a fala dos adolescentes de forma livre. Conclusões: O trabalho de educação em saúde é de grande importância e responsabilidade do Enfermeiro, apresentando-se como um processo de transformação da realidade local. Para que esta mudança ocorra é necessário que o educador e o educando estejam dispostos a interação. Destacamos assim a necessidade do conhecimento prévio sobre a visão de mundo dos adolescentes, como também, a criação de vínculo para que o trabalho de educação em saúde seja realizado com total sucesso. Orgão de Fomento:

Palavras-chave


educação em saúde, oficinas, adolescentes

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