Construindo Novas PrÁticas Educativas: A Sexualidade Na Sala De Aula

Joelio Dias Perdomo Junior, Ana Luiza Ramos Ilha, Vilmar Alves Pereira

Resumo


Introdução: Os Parâmetros Curriculares Nacionais preveem a abordagem da temática sexualidade como um dos tópicos transversais a serem incluídos nos currículos escolares. Entretanto, esta muitas vezes não é trabalhada nas escolas, seja por receio dos educadores ou por falta de preparo em lidar com essa temática que é, de certa forma, cercada de tabus. No mês de maio do presente ano, a Secretaria Municipal de Saúde de São Gabriel/ RS em parceria com a Secretaria de Educação municipal, propôs a semana do planejamento familiar, tendo como publico alvo os adolescentes, faixa etária na qual cresce o número de casos de gravidez não planejada no município. A campanha mobilizou os acadêmicos do curso de Ciências Biológicas (Licenciatura) da Universidade Federal do Pampa, os quais desenvolveram práticas educativas em uma escola municipal junto às séries finais do ensino fundamental. Esta abordagem foi realizada não apenas com o viés positivista, mas também, com uma abordagem pedagógica e com o olhar biopsicossocial. Material e Métodos: A atividade teve a incumbência de informar, alertar e discutir a sexualidade na adolescência, já que muitas vezes o tema não é trabalhado. Dessa forma não sendo oportunizado a descoberta da sexualidade, como parte de um processo natural no amadurecimento do ser humano, ou seja, sem preconceitos, mitos, omissões e inverdades. Também objetivou-se mostrar aos educandos a importância de se conhecer o próprio corpo e valorizar-se, sobre tudo a importância do cuidado aliado ao aspecto da conscientização. No início da atividade foi feita uma introdução sobre o assunto, explicando quais eram os objetivos ; em seguida os educandos foram convidados a assistir três vídeos, a saber: (1) Retrato da situação do jovem no Brasil; (2) Abordagem das diferenças entre o sexo e a sexualidade e (3) depoimentos de adolescentes grávidas. Após os vídeos foi gerado um debate e reflexões, sobre os temas abordados . Posteriormente foram distribuídos papéis onde os educandos poderiam fazer perguntas relacionadas à sexualidade, de forma anonima. As perguntas foram colocadas em uma caixa confeccionada pelos acadêmicos para que fossem lidas e respondidas para toda a turma. Resultados e Discussão: Esta atividade foi realizada com sete turmas de uma escola municipal, nos turnos da manhã e da tarde, atingindo 158 educandos. Foram feitos 35 questionamentos no turno da manhã e 62 no turno da tarde, totalizando um total de 97 questionamentos. Através de tais perguntas realizadas pelos adolescentes pode-se perceber algumas dúvidas mais frequentes, como: qual a idade certa para iniciar a vida sexual; o uso correto de métodos contraceptivos; quais os riscos de uma relação sexual desprotegida e as principais doenças sexualmente transmissíveis. Conclusões: O esclarecimento dos jovens em fase de transformação biopsicológica se faz necessário, já que muitos possuem esclarecimento insuficiente e/ou equivocado sobre sua própria sexualidade. Este espaço de discussão proporcionou aos jovens um ambiente seguro para expressar sua angústias de forma natural , sendo encarado como um processo biopsicológico vital para a saúde do indivíduo. O trabalho teve o intuito de informar os adolescentes, já que muitas vezes o tema da sexualidade não é discutido de forma clara. Orgão de Fomento:

Palavras-chave


Prática educativa, Sexualidade, Adolescentes, Escola

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