DESCONTAMINAÇÃO DE SYNGAS: ESTUDO DE ABSORÇÃO DE ENXOFRE ATRAVÉS DE CLORETO FÉRRICO

Jonas Massaneiro, Ilgner Dorneles Miller, Fernando Sá, Ana Rosa Costa Muniz

Resumo


O termo syngas provém do inglês cuja a etimologia é formada pela junção das palavras synthetic gas. Em português optou-se pelo termo gás de síntese, que abrange o conceito de uma miscelânea combustível de gases, obtida a partir de uma matéria prima orgânica, rica em carbono, pelo processo de gaseificação. O objetivo deste trabalho foi propor um método econômico e tecnicamente viável para precipitar enxofre elementar da corrente de syngas. Foi variado os parâmetros termodinâmicos da reação, como temperatura e acidez, com o intuito de obter um maior rendimento do produto esperado. A coleta de gás foi realizada na temperatura de gaseificação entre 650 e 900ºC, tendo sido pré-aquecida anteriormente a uma temperatura de 40ºC, borbulhando syngas por 10 min em um frasco erlenmeyer de 250 mL. A próxima etapa consistiu na evaporação completa, de cada solução amostrada, na temperatura de 110ºC, usando chapa de aquecimento, seguida da coleta do sólido restante, em um tubo de eppendorf, para posterior análise por difração de raios-X. Esse resultado inesperado indicou que a solução de FeCl3 foi capaz de absorver o enxofre orgânico (SOX) e o enxofre sulfático (SO4) presente na corrente de syngas e indicou a possibilidade de não formação de H2S na reação de gaseificação. A presença de SOx no lugar de H2S, indica uma razão de equivalência de oxigênio, ou seja, a relação entre a vazão real de oxigênio e vazão de oxigênio estequiométrica, muito alta. Nas condições de operação do gaseificador, não foi possível formar e absorver o H2S. Entretanto, o método de precipitação com solução férrica foi capaz de absorver outros tipos de enxofre da corrente gasosa, como o enxofre orgânico e o enxofre sulfático, verificado pela formação de sulfato ferroso, mostrado em análise de DRX.

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