ESTUDO DA PRODUÇÃO DE BIOETANOL A PARTIR DE MEL DE DESCARTE

Fernanda Rodrigues da Costa, Maele Costa dos Santos, Alyne Pereira Granja, Thamires Rafaelle da Silva, Sabrina Neves da Silva, Julierme da Silva Lopes

Resumo


O aumento da demanda por combustíveis favorece o desenvolvimento de pesquisas sobre recursos energéticos alternativos, preferencialmente menos poluentes e que possam, aos poucos, substituir os combustíveis de origem fóssil. Uma alternativa para este panorama é o (bio)etanol. No Brasil, a matéria-prima utilizada em larga escala para a produção de etanol é a sacarose de cana-de-açúcar, porém outras pesquisas buscam alternativas viáveis para tal produção, surgindo os materiais lignocelulósicos e os resíduos ou subprodutos industriais. No Rio Grande do Sul (RS) são produzidas 11344,5 toneladas de mel. É conhecido que de 0,5 a 1% desta produção volta para o apicultor devido a problemas na embalagem ou contaminação do produto, não sendo adequado para o consumo, tendo-se assim o mel de descarte. O descarte deste material no meio ambiente pode um risco às abelhas, pois elas podem consumir o produto fermentado e morrer, prejudicando a atividade. Sendo assim, a utilização do mel de descarte para produzir bioetanol pode minimizar essa situação e ainda gerar um combustível alternativo à gasolina e ao etanol de cana-de-açúcar. Neste trabalho objetivou-se produzir bioetanol a partir de mel de descarte utilizando-se a levedura Saccharomyces Cerevisiae e visando estabelecer condições que aumentassem a produtividade e eficiência do processo fermentativo. Preparou-se uma solução 18 graus Brix com pH 4,5 de mel e procedeu-se a fermentação utilizando-se 5 gramas de levedura para cada 500 mililitros de solução de mel. A fermentação ocorreu a 30°C durante 1 hora com agitação. Decorrido o período, manteve-se a mistura em repouso por 24 horas e, a seguir, realizou-se uma filtração seguida de uma destilação. O destilado foi recolhido e o teor alcoólico analisado. O teor alcoólico do destilado foi de 80%, sutilmente abaixo do indicado pela norma da Agência Nacional de Petróleo (ANP) para o etanol hidratado que deve ter 94,5%. Conclui-se que a produção do bioetanol a partir do mel de descarte é promissora. Neste sentido, como atividades futuras, pretende-se aperfeiçoar as tecnologias de fermentação e de destilação para adequar o produto às normas da ANP.

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