ATORVASTATINA CO-ENCAPSULADA COM ÓLEOS DE SEMENTE DE UVA OU GENGIBRE EM NANOCÁPSULAS DE PCL

Gabriel Pedroso Vicozzi, Luiz Torres Neto, Letícia Marques Colomé, Ricieli Moreira de Moraes, Eduardo Andre Bender

Resumo


As doenças cardiovasculares são uma das principais causas de morte em todo o mundo. Estima-se que 17,7 milhões de pessoas morreram por doenças cardiovasculares em 2015, representando 31% de todas as mortes em nível global. Desses óbitos, estima-se que 7,4 milhões ocorrem devido às doenças cardiovasculares e 6,7 milhões devido a acidentes vasculares cerebrais (AVCs). Entre as principais opções de tratamento farmacológico para a hipercolesterolêmica são os fármacos derivados das estatinas. Dentre as estatinas a Atorvastatina (AT).O gengibre (Zingiber officinale) é utilizado no tratamento de dislipidemias e como hipoglicemiante a muito tempo. Assim como o óleo de semente de uva (Vitis vinífera) é outro exemplo do uso de plantas medicinais.Outra importante ferramenta que vem sendo utilizada na vetorização e aprimoramento no transporte de fármacos e melhora de seus efeitos terapêuticos é o uso da nanotecnologia. Muitos destes possíveis benefícios associados à nanotecnologia estão ligados ao tamanho reduzido dessas formulações e sua capacidade de incorporar fármacos tanto lipossolúveis como hidrossolúveis.Sendo assim, como objetivo do trabalho visamos à incorporação da atorvastatina co-encapsulada com óleos de semente de uva ou gengibre e suas respectivas caracterizações físico-químicas.As nanocápsulas contendo atorvastatina e os dois óleos vegetais (NCAG e NCAU) foram preparadas usando o método de precipitação do polímero pré-formado.As nanocápsulas foram avaliadas quanto ao tamanho de partícula, polidispersão (SPAN) e índice de dispersão (PDI) por meio das técnicas de difratometria de laser e de espalhamento de luz dinâmico.O pH das formulações foi medido através de potenciômetro Hanna® previamente calibrado.Como resultado do tamanho de partícula das formulações NCAG e NCAU pela técnica de difratometia de laser obtemos valores de 364nme 280nm respectivamente. Já os resultados das formulações brancas NCG e NCU pela mesma técnica obtivemos tamanhos de 320nm e 232nm respectivamente.Pela técnica de espalhamento de luz dinâmico os resultados foram de 332nm e 242nm para NCAG e NCAU respectivamente. E 300nm e 220nm para NCG e NCU.O pH das formulações NCAG e NCAU e os mesmos foram 5,79 e 5,60, respectivamente. Acreditamos que esta diferença de pH se da justamente pela característica mais ácida da AT. No entanto, esta diferença não foi tão evidente com relação aos diferentes óleos usados. Observamos que somente para as formulações brancas os resultados de pH foram para NCG e NCU, 6,4 e 6,3, respectivamente. Acreditamos que a ausência da AT pode ser o fator predominante para o maio valor de pH nas formulações brancas.

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