ANÁLISE DOS DIÁRIOS DE BORDO DE OBSERVADORES DO PROJETO CRIATIVIDADE APLICADA, CAÇAPAVA DO SUL-RS

André Gustavo da Cunha Ramalho, Roger Alves, Marcio André Rodrigues Martins

Resumo


O Projeto Criatividade Aplicada busca novas metodologias de ensino alternativas desde 2010, mas não exclusivamente com tecnologias digitais, o que é recorrente nos dias atuais. O Projeto é desenvolvido na Unipampa (Universidade Federal do Pampa), aplicando-o em algumas escolas da região.
A proposta do trabalho é de analisar o uso do Diário de Bordo como ferramenta de pesquisa, através de estudo de caso das descrições de alguns profissionais que trabalham com a Criatividade Aplicada na escola municipal, rural, localizado no bairro Durasnal, em Caçapava do Sul RS.
Sabe-se que o sistema educacional brasileiro flui em um sistema cartesiano, com objetivos somente funcionais, o que limita a criatividade tanto do professor quanto do aluno. Por isso, o Projeto vem ao encontro com essa deficiência crônica no ensino.
Já nas Escola, o Projeto incentiva a Criação de Mundos, aplicada alguns dias da semana, ainda não é uma metodologia que ocorre em tempo integral. Os alunos são motivados a usarem sua criatividade para a invenção de um mundo paralelo, com personagens e cenários, a partir disso os interventores e professores estimulam os alunos aprenderem sobre meio ambiente, alimentação saudável, além de fomentar o cooperação em trabalho em grupo.
As descrições dos Diários de Bordos (DBs) analisados foram realizadas a partir de estudos de MATURANA (1998 P. 37), para o autor somos conhecedores ou observadores no observar, e ao ser o que somos, o somos na linguagem. (Maturana, 1998, p. 37, citado por Martins, Axt e Vicari, 2010). De acordo com Maturana (1998), o explicar ocorre de duas formas distintas: a explicação objetiva e a explicação (objetiva). A primeira preocupa-se com os fatos ocorridos, sem interpretações, os profissionais que utilizam desse recurso documentam suas experiências através de colagens, citações diretas da fala e da escrita. Já a explicação (objetiva) é fundamentada a partir da interpretação do profissional, como um agente observador, que tem como produto de registros as resenhas críticas, análises da metodologia e a autocrítica.

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