TRANSTORNO DO ESPECTRO DO AUTISMO (TEA): FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DA REDE BÁSICA DE ENSINO

Thainá Pedroso Machado, Claudete da Silva Lima Martins, Elisete Freire Pacheco, Rita de Cássia Morem Cóssio, Francéli Brizolla

Resumo


Este trabalho apresenta o curso de formação de professores, intitulado Tertúlias Pedagógicas Inclusivas do Pampa: Intervenção precoce com crianças que apresentam o Transtorno do Espectro do Autismo". O curso é voltado para professores da Educação Básica do município de Bagé - RS e São Sepé - RS, com a finalidade de subsidiar tais professores que possuem alunos com o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). A garantia de acesso à educação de todos e todas em diferentes níveis de ensino são subsidiadas por diferentes dispositivos legais. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei 9.394/96), salientou a garantia do atendimento especializado aos alunos com deficiências, de forma transversalizada. A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva Inclusiva (BRASIL, MEC, 2008) objetiva e fomenta o acesso, participação e a aprendizagem de tais estudantes, reforçando o princípio da transversalidade da educação especial, desde a educação infantil até a educação superior. Neste contexto, salienta-se a indicação mundial para incidência do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) que é de nove casos em cada 1000 nascidos e que no Brasil. Portanto, justifica-se a necessária emergência de projetos voltados a promoção de ações que colaborem para que as instituições de ensino possam intervir e apoiar os professores, profissionais, famílias e escolas que possuem alunos com TEA. Adota-se nesse Projeto a metodológica dialética que pauta-se na compreensão de que conhecimento é construído pelas pessoas na sua relação com as outras e com o mundo (VASCONCELOS, 1992).Assim, estão sendo realizadas reuniões de trabalho, de estudo e de pesquisa sobre o TEA, para aprofundamento da temática, em formato de Tertúlias, que são reuniões periódicas dos grupos de pesquisa e dos demais interessados em discutir essas temáticas em comum, aprofundando e compartilhando conhecimentos. O dados apresentados neste trabalho, foram coletados a partir de questionários com os professores cursistas. O conteúdo dos questionários foram analisados e tabulados para traçar um perfil de cursistas. A formação conta com um número total de 80 pessoas envolvidas, divididos entre professores, estudantes de graduação e pós-graduação e integrantes de grupos de pesquisa. Com isso, totaliza-se 54 cursistas professores. Os demais envolvidos no processo de formação, dividem-se em alunos de graduação e pós-graduação da UNIPAMPA, que além de participarem da formação, atuam como responsáveis pela organização e registro das Tertúlias. A partir dos encontros formativos já realizados e dos questionários respondidos pelos professores que estão participando da formação, é possível perceber que a maioria deles nunca participaram de formação continuada com a temática da educação inclusiva e, com isso, há muita expectativa para este curso. Por isso, conclui-se previamente que a educação inclusiva caminha, ainda, a passos lentos. Tratando-se do TEA, é possível destacar que a principal dificuldade encontrada pelos profissionais é no diagnóstico do transtorno. E, ainda, espera-se, com a continuidade do projeto, que a educação inclusiva e de qualidade permeiem as salas de aulas das escolas de Bagé e São Sepé e que os profissionais tornem-se cada vez mais qualificados e preparados para essa realidade.

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