O USO DE PRAÇAS PÚBLICAS COMO ESPAÇO EDUCATIVO PARA O ENSINO DE CIÊNCIAS

Allyson Henrique Souza Feiffer, Ailton Jesus Dinardi, Heitor Estella Felippelli

Resumo


O Plano Nacional da Educação (PNE) traz de forma utópica o objetivo de oferecer até o ano de 2024, educação em tempo integral para no mínimo 25 dos(as) alunos(as) da educação básica. Todavia, atualmente, a maioria das escolas funciona em dois e/ou até três turnos e para serem convertidas em escolas de tempo integral, as instituições necessitam encontrar e adequar espaços físicos satisfatórios para comportar o total de alunos de forma integral. Procurando contribui com a resolução deste cenário, este projeto é desenvolvido em uma escola pública do município de Uruguaiana na Praça Dom Pedro II conhecida popularmente como Parcão, dentre seus objetivos procura apresentar um repertório de possibilidades de ensino-aprendizagem desenvolvidas em espaço não formal. As atividades são ofertadas aos alunos do ensino fundamental II e iniciam-se com uma roda de conversa onde se discute aspectos históricos da praça, de seu patrono e dos personagens que dão nome as ruas que ao seu entorno. Após este momento inicial, os(as) alunos(as), em grupos, participam de três oficinas sendo elas oficina de Astronomia; oficina de Botânica e oficina de Física e ao término de uma oficina, os grupos de alunos(as) são levados à outra, ou seja, todos participam das três oficinas durante a atividade. Em 2016 o projeto recebeu em três turmas um total de noventa alunos(as) e apesar dos participantes serem moradores do entorno e de a instituição de ensino estar localizada a duas quadras da praça observa-se que não há uma apropriação deste espaço por parte dos alunos(as), que raramente frequentam a praça e que desconhecem o seu verdadeiro nome. Após as oficinas os alunos(as) realizam uma avaliação das oficinas realizadas, onde a maioria as classificam como positivas as atividades que são desenvolvidas e sem muitos detalhes registram que ocorreu um aprendizado significativo nos temas explorados. Os resultados corroboram com a possibilidade de utilização do espaço público como ferramenta para o processo de ensino-aprendizagem, visto que os relatos demonstram que os temas explorados através das oficinas despertam o interesse dos alunos(as) agregando novos conhecimentos aliados com os conhecimentos prévios trazidos pelos educandos.

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