RENDIMENTO DE SOJA E ATRIBUTOS FÍSICO-HÍDRICOS DO SOLO EM DIFERENTES FORMAS DE PREPARO NA VÁRZEA

Vinício Bordignon, Rafael Ziani Goulart, Vinício Bordignon, Estevam Pyyd, Paula Cardoso, Miguel Chaiben Neto

Resumo


Este estudo buscou compreender a capacidade que diferentes sistemas de manejo do solo de várzea possuem para a manutenção de um ambiente físico-hídrico capaz de diminuir o efeito da hipóxia ao longo do ciclo das culturas de sequeiro, bem como a relação existente entre estes sistemas e o desempenho produtivo da cultura da soja utilizada na rotação com o arroz irrigado. Para atender ao objetivo, foi cultivada no ano agrícola de 2014/2015 a cultura da soja (Glicyne max L.). A mesma foi semeada em 3 sistemas de manejo (convencional, escarificado e camalhão) em um Gleissolo Melânico. A fim de avaliar as alterações nas propriedades físico-hídricas do solo foram medidos a densidade do solo (Ds), a porosidade total (PT), a macroporosidade (Ma), a microporosidade (Mi), a condutividade hidráulica de solo saturado (Ksat) em três momentos distintos (na semeadura, aos 45 e aos 140 dias após a semeadura). O desempenho das plantas foi medido pelo rendimento de grãos. A escarificação proporcionou um ambiente físico com maior drenagem, maior espaço poroso ocupado por ar (Ma) do que os sistemas de manejo convencional e com camalhão, durante todo o ciclo da cultura. Entretanto, esses efeitos são menos intensos com o tempo e concentram-se em profundidades menores do que a profundidade de trabalho do escarificador. Diante disso, a escarificação mecânica resultou em aumento significativo na produtividade da soja.

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