TREINAMENTO DE BOAS PRÁTICAS EM SERVIÇOS DE ALIMENTAÇÃO DIRECIONADO À VIGILÂNCIA SANITÁRIA DE ITAQUI

Ida Rita Bastos Finger, Marina Couto Pereira, Ida Rita Bastos Finger, Fernanda Assumpção Fiorda

Resumo


A regulamentação do Sistema Único de Saúde (SUS) trouxe a inserção da vigilância sanitária como ação específica de saúde e parte integrante do SUS. No Brasil, compete à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), a coordenação das atividades relacionadas à proteção da população contra riscos higiênico-sanitários provenientes dos produtos e serviços de alimentos. Neste contexto a ANVISA se constituiu em um instrumento de melhoria da qualidade de vida da população ao produzir um conjunto de ações no campo da Saúde Pública, apoiada em variadas áreas do conhecimento técnicocientífico e em bases jurídicas que conferem o poder e o dever de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde. Tendo em vista as importantes atribuições da Vigilância Sanitária na qualidade dos serviços de alimentação, este trabalho teve como objetivo verificar o conhecimento dos servidores da Vigilância Sanitária de Itaqui- RS acerca do Regulamento Técnico de Boas Práticas para Serviços de Alimentação e promover uma capacitação direcionada para as ações educativas e fiscalizatórias, contribuindo consequentemente para elevar os níveis de qualidade dos serviços de alimentação local e proteger a saúde da população Itaquiense. O presente estudo faz parte do projeto de pesquisa e extensão desenvolvido pelos cursos de Nutrição e Ciência e Tecnologia de Alimentos da UNIPAMPA. Participaram 07 funcionários públicos municipais da área saúde e da agricultura. Inicialmente aplicou-se uma avaliação anônima aos participantes para obter informações acerca do conhecimento do grupo sobre o Regulamento Técnico de Boas Práticas para serviços de alimentação e conceitos básicos do assunto. A mesma avaliação foi aplicada após o treinamento, como forma de avaliar a eficácia do aprendizado. Juntamente com a avaliação final foi solicitado que eles indicassem um percentual de satisfação com base no conhecimento adquirido. A capacitação foi realizada através de aulas expositivo-dialogadas, em quatro encontros de 2h/dia, Foram realizadas comparações entre as avaliações aplicadas pré e pós-capacitação e pôde-se verificar um impacto positivo no conhecimento dos participantes, uma vez que os mesmos acertaram em média 57% das questões antes da capacitação e, após, a média de acertos foi de 73,5% das questões. Constatou-se que há deficiências no conhecimento destes trabalhadores em relação às normas técnicas de temperaturas adequadas para a eliminação de microrganismos nos alimentos, pois as questões sobre o assunto, mesmo após a intervenção, baixaram o percentual médio de acertos de 44,44% inicial para 22,22% de acertos na avaliação final. Questões como sobre DTA, condutas dos manipuladores, descarte de resíduos, a necessidade dos serviços de alimentação dispor de MBP e POPs e de curso de capacitação para os manipuladores de alimentos, observou-se que todos os participantes souberam a resposta correta em ambas as avaliações. Ao final da capacitação o nível de satisfação dos participantes foi de 100%, como muito satisfeito. A capacitação mostrou-se satisfatória, visto que todos os participantes atingiram um aproveitamento superior a 70% das questões. Torna-se indispensável que os órgãos fiscalizadores sejam devidamente capacitados para atuarem de forma a garantir que os serviços de alimentação prestados à população.

Texto completo: PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.