USO DE PLANTAS MEDICINAIS RELATADO PELOS IDOSOS DE UM PROJETO DE EXTENSÃO: RELATO DE EXPERIÊNCIA

Ariane Ferreira de Menezes, Cenir Goncalves Tier, Muriel Salgueiro da Silva, Ane Gabrielle Muniz, Jarbas da Silva Ziani, Maria Amanda Bibiano de Jesus

Resumo


O envelhecimento na maioria das vezes vem acompanhado do surgimento de alguma doença. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde de 2013, em torno de 80% dos idosos padecem de uma ou mais doenças crônicas não transmissíveis e 36% podem padecer de três delas. Frente a isso, é esperado que os idosos utilizem inúmeros medicamentos para controle dessas doenças.
Para Muniz et al., (2016), os erros mais comuns de uso de medicamentos em idosos envolvem medicamento impróprio, dose errada, frequência inadequada, período insuficiente ou demasiado de consumo, além de combinação inadequada com outros fármacos e plantas medicinais provocando interação indesejada.
No Brasil, verificou-se que 80% da população brasileira já fizeram ou fazem uso de plantas medicinais em seu dia-dia e deste total, grande parte é composta por pessoas com 60 anos ou mais (PEREIRA et al., 2016).
Para tanto teve-se como objetivo nesta atividade esclarecer aos idosos sobre os cuidados que deve-se ter com a utilização de plantas medicinais no dia-a-dia.
Relato de experiência da equipe do projeto de extensão intitulado Envelhecer com Arte e Saúde do qual fazem parte acadêmicos do curso de Enfermagem e da Medicina Veterinária da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA). Esta foi uma das ações desenvolvidas no segundo semestre de dois mil e dezessete.
Teve-se como local a sala de reuniões de uma Estratégia de Saúde da Família de um Município da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. As ações ocorrem quinzenalmente, nas sextas-feiras com duração de uma hora e meia.
Participaram desta atividade cinco pessoas idosas, sendo quatro do sexo feminino. A média das idades ficou entre 65 e 80 anos.
Durante a atividade foi possível observar que os idosos fazem uso das plantas medicinais como um importante recurso terapêutico, o que o transforma em um meio de transmissão de informações práticas e teóricas sobre a fitoterapia. Sento esta prática de grande relevância cultural para indivíduos de diferentes faixas etárias. Diante disso verifica-se o valor que existe acerca dos conhecimentos e da utilização das plantas medicinais, e o conhecimento popular apresentado evidencia que a fitoterapia é um foco de interesse.
Neste sentido, os profissionais de saúde devem buscar capacitação e informações acerca do uso seguro de plantas medicinais, uma vez que esta é uma pratica comum da população.

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