O PALHAÇO COMO PROTAGONISTA DE MUDANÇAS NO AMBIENTE HOSPITALAR

Patricia Aparecida Trentin, Crhis Netto de Brum, Alexandre Inácio Ramos, Fabíola Zenatta Freitas, Mayara de Oliveira Walter

Resumo


Ao refletir o significado que uma Universidade Pública tem para o meio em que ela encontra-se inserida, percebemos a importância social que esta traz consigo, pois, o ensino superior na sua maioria está baseado no tripé educacional, que é conceituado pelo ensino, pesquisa e extensão. Juntos, além de formar indivíduos crítico reflexivo para atuar nas mais distintas áreas, também auxiliam na qualidade de vida da população local como uma forma de devolutiva social. Pensando nesta perspectiva, o Programa Enferma-Ria: a palhaçaria como ferramenta da promoção da saúde materno-infantil, aponta para intervenções sociais por meio da palhaçaria, ao permitir, de uma maneira lúdica, realizar ações que contemplem um cuidado pautado nas necessidades, singulares, de cada serhumano por meio da promoção, prevenção e reabilitação da saúde. Trata-se de um relato de experiência das ações desenvolvidas pelo Programa Extensionista intitulado Extensionista Enferma-Ria: a palhaçaria como ferramenta na promoção da saúde materno-infantil, vinculado à Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da Universidade Federal da Fronteira Sul, Campus Chapecó (UFFS/SC), aprovado no Edital número 805/GR/UFFS/2016, o qual contempla duas bolsas de extensão. As ações possuem como público alvo crianças internadas no Hospital da Criança Augusta Muller Bohner (HC) e escolas do município de Chapecó, Santa Catarina. As atividades são desenvolvidas semanalmente por educandos do Curso de Graduação em Enfermagem e Medicina da UFFS, respeitando o calendário acadêmico da instituição. A escolha do palhaço como protagonista, ocorreu em virtude de vislumbrar as potencialidades do cotidiano mesmo que a circunstância se desvele contrária. Uma vez que o palhaço consegue desenvolver mecanismos de superação por saber empreender, mesmo de situações que, aparentemente, seriam consideradas fracassadas. Isso reflete para os pacientes como uma forma de incentivo e aceitação de mudanças. Sendo assim, o palhaço pode ser visto como um ator social, e posterior, auxiliador de mudanças, pois a utilização de uma linguagem teatral também configura um tipo de modalidade de ensino-aprendizagem criativa, estimulante, integradora e participativa, a qual intensifica os diferentes compartilhamentos de saberes entre a comunidade acadêmica e a população que está exposta a compartilhar esses saberes, sendo estes, articuladores de uma possível, transformação social, mesmo em um ambiente como o hospital. O conhecimento acadêmico é adquirido na sala de aula de forma tradicional, mas é aprimorado e consolidado em ações que possibilitem os educandos a serem protagonistas do próprio conhecimento e desenvolvimento intelectual. Pensando nessa perspectiva, o Programa Enferma-Ria, desenvolve atividades internas de sensibilização, em que os materiais e métodos utilizados partem do conhecimento e técnicas desenvolvidas pelos próprios educandos. Sendo assim, a junção entre ensino, extensão e cultura a partir do uso da palhaçaria, emergiu como estratégia para materializar a qualidade da formação acadêmica, possibilitando o protagonismo enquanto agentes sociais, o qual aproxima a instituição de ensino com a comunidade, possibilitando não somente o aprendizado na formação acadêmica, mas também, como um transformador de perspectivas sociais.

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