COMPARAÇÃO DA ESTABILIDADE CORPORAL DE IDOSAS CAIDORAS E NÃO CAIDORAS SUBMETIDAS ÀS OFICINAS DE EQUILÍBRIO

Pietra de Vargas Minuzzi, Daniela Virote Kassick Müller

Resumo


A regulação do equilíbrio corporal depende da relação adequada e harmoniosa entre o corpo e o ambiente. Esta comunicação se dá, inicialmente, por meio dos sistemas sensoriais, visual, vestibular e somatossensorial (Ricci, et al, 2009). No entanto, quando afetados, agem de forma negativa na capacidade de modificações dos reflexos adaptativos ou no seu tempo de reação (Ruwer, et al, 2005). Diante disso, o presente estudo tem como objetivo comparar a estabilidade corporal de idosas comunitárias caidoras e não caidoras uma vez que submetidas a oficinas de equilíbrio.
Participaram do estudo um total de 12 idosas com idade a partir de 60 anos (média de 72,08 ± 6,84). Todas as idosas responderam a um questionário de perfil sociodemográfico e quanto à presença de queda no último ano e foram submetidas à avaliação do equilíbrio corporal através do equipamento Balance Manager da Neurocon inc®, realizando o teste de organização sensorial (TOS) e o teste de controle motor (TCM). O teste de organização sensorial avalia 6 condições diferentes entre si que são progressivamente aumentando a dificuldade, cada uma das condições é testada três vezes com uma duração de 20 seg cada tentativa. Após a avaliação, as idosas participaram de oficinas de equilíbrio por um período de 3 meses. As oficinas constavam de exercícios de fortalecimento para membros inferiores, atividades de dupla tarefa e coordenação, dentre outras. A duração média das oficinas era de 30 minutos com frequência de duas vezes na semana. Ao término dos três meses foi feita a reavaliação da estabilidade corporal pelo sistema balance manager. Após a avaliação e a reavaliação os dados foram colocados em tabelas a fim de comparação e analisados estatisticamente através do pacote SPSS com o teste t de Student, sendo considerados significativos aqueles resultados com p<0,05.
Das 12 idosas avaliadas, 5 foram classificadas como caidoras (73,6±6,42) e 7 como não caidoras (71±6,87). A média geral das 6 condições foi ligeiramente maior para as caidoras na primeira avaliação (65,20%) em comparação com 65,13% das não caidoras; entretanto, na reavaliação, as não caidoras obtiveram uma melhor média (68%, p = 0,348) comparado com o grupo das caidoras (65,60%) das caidoras (p = 0,178). Ao compararmos os resultados como um todo foi possível observar que nenhum resultado foi estatisticamente significativo, entretanto, mesmo que não tenham apresentado significância, de modo geral tanto as idosas caidoras quanto não caidoras obtiveram melhora na sua estabilidade corporal após o período de intervenção de 3 meses com a prática de oficinas de equilíbrio. Observa-se também que houve uma melhora no valor de latência, principalmente para as caidoras, após os exercícios propostos nas oficinas, em que as mesmas conseguiram recuperar o equilíbrio mais rapidamente.
Por fim, mesmo que não tenha sido visível uma melhora através do sistema Balance Manager no período de três meses, outros métodos de avaliação adotados pelas oficinas de equilíbrio para mantermos um controle em relação à estabilidade corporal, apresentaram significância, esses métodos constituem de testes funcionais como Timed Up and Go (TUG), velocidade de marcha e senta e levanta

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