DESCARTE DE MEDICAMENTOS: ORIENTAÇÕES, COLETA E DEPOSIÇÃO DE RESÍDUOS DOMÉSTICOS

Laura Cabral Rossi, Fernanda Bruxel, Neimah Maruf Ahmad Maruf Mahmud, Cristine Scheuer, Lisiane Bajerski

Resumo


O Brasil é um dos maiores consumidores de medicamentos do mundo. Por não haver informações suficientes sobre o descarte correto dos mesmos, estes acabam sendo acumulados nas residências, na maioria das vezes, mal acondicionados e com seu prazo de validade expirado. Assim, este estudo objetivou orientar, coletar e quantificar resíduos domiciliares de medicamentos, oriundos da comunidade acadêmica da UNIPAMPA, campus Uruguaiana. Portanto, foi elaborado um folder com informações educativas, informando também as datas de coleta, o qual foi distribuído no campus. Os medicamentos foram coletados, separados, classificados e quantificados. Houve baixa adesão da comunidade acadêmica ao estudo (apenas 0,66%), provavelmente devido ao curto tempo disponível para divulgação. Mesmo assim, foram coletados162 medicamentos diferentes. Observou-se que a maioria foram formas farmacêuticas sólidas (68,51%), de venda livre (46,91%). Destacaram-se a classe dos analgésicos e anti-inflamatórios. Os medicamentos fora do prazo de validade (91,97%) foram descartados pela empresa Stericycle, e os que estavam dentro do prazo de validade foram encaminhados para a vigilância sanitária local para serem redistribuídos. Os resultados revelam que os medicamentos coletados seguem um padrão previamente relatado em trabalhos anteriores, independentemente do envolvimento de uma comunidade voltada à área da saúde. Logo, o farmacêutico tem o papel de divulgar e conscientizar a população quanto ao descarte correto de medicamentos e os riscos da automedicação proveniente do acúmulo de medicações nas residências.

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