A HISTÓRIA DA SOJA EM DOM PEDRITO: CONTROVÉRSIAS DO PIONEIRISMO À RETOMADA DO PLANTIO

Franciele Paz Moro, Algacir Jose Rigon, Luan Felipi do Nascimento Nunes

Resumo


"Motivados pelo Projeto de Extensão Filosofia no Campo: Chimarrão Filosófico, tendo como um dos objetivos conversar, refletir e conhecer um pouco mais sobre a história local, no caso de Dom Pedrito RS, faz-se um estudo prévio de uma das temáticas que se almeja discutir que, nesse caso, a escolhida foi a história da soja neste município. A partir dessa temática discutem-se aspectos históricos e controversos, como o pioneirismo do cultivo agrícola da soja na América Latina, o processo intermitente do cultivo da mesma e a grande expansão na última década.
Embora possamos considerar que em 1901 Dom Pedrito tenha sido o berço da soja, nos anos seguintes não houve mais investimento na produção em Dom Pedrito, inclusive, cedendo espaço para que aparecesse, no cenário, Santa Rosa, considerada o berço nacional da soja. Os relatos do primeiro plantio constam na edição de 31 de julho de 1901 da Revista Agrícola em artigo de Guilherme Minssen (OLIVEIRA, VIDAL, 2010, p. 9). Os dados gerais apontam que o cultivo da soja, no município, foi aumentando até 1980 quando a área cultivada tanto com arroz quanto soja era praticamente igual com 25.500 e 26.000 ha. Após esse período hoje redução, aumentando consideravelmente a partir de 2006, tendo na safra de 2016/2017 80.000ha cultivados. Apurou-se que dezenas de sojicultores de Dom Pedrito tem neste grão uma alternativa econômica bem sucedida, dados recentes apontam a soja como o segundo lugar na preferência dos agricultores, pois o plantio de arroz ainda se revela, apesar de nem sempre mais rentável, uma perspectiva de investimento mais seguro. Observou-se, ainda, de um modo geral, que não é de conhecimento da população os usos que se faz da soja, sendo que se estima que no mundo se utilize de 15% a 18% para extração de óleo e em torno de 79% é esmagada para a ração animal. Por fim, aponta-se que há necessidade da continuidade do estudo para saber dos impactos econômicos, sociais e ambientais, na atualidade, no município, bem como as perspectivas futuras em relação ao cultivo deste grão".

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