A COOPERAÇÃO BRASILEIRA COMO INSTRUMENTO DE SEGURANÇA ALIMENTAR: A EXPERIÊNCIA DA INTERNACIONALIZAÇÃO DO FOME ZERO

Lauriane Cruz Aguirre, Marcia Luiza Cruz Aguirre

Resumo


A compreensão brasileira no que tange a Cooperação Internacional acompanhou as transformações que o conceito adquiriu no cenário internacional ao longo do tempo. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, a Cooperação Internacional para os países em desenvolvimento possuíam um caráter assistencialista, onde adquiriam a postura de receptores da ajuda. Esse fenômeno começa a ser alterado por meio do diálogo no âmbito das Organizações Internacionais e a criação de órgãos e fóruns, como o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) criado em 1965 e Conferência das Nações Unidas sobre a Cooperação Técnica para Países em Desenvolvimento (CTPD) de 1978. Desde a criação desses órgãos, o Brasil participa ativamente de iniciativas de cooperação internacional. Contudo, o cenário internacional do início dos anos 2000 apresentava novos atores que buscavam maior inserção e uma agenda voltada para o multilateralismo. Ademais, com a eleição de Luis Inácio Lula da Silva em 2003, as políticas públicas brasileiras estavam voltadas ao desenvolvimento socioeconômico. Dessas políticas se originou o programa social Fome Zero que visava combater a fome e garantir a segurança alimentar de milhões de brasileiros. Por causa do impacto do Fome Zero no Brasil e a menção desse programa em fóruns internacionais, o combate à fome passou a fazer parte da política externa brasileira, o que propiciou a internacionalização do Fome Zero. Junto a Organizações Internacionais como a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO); Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMANU); o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD); e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Brasil pode expandir o programa e participar de projetos oriundos do Fome Zero que buscam além do combate à fome a educação nutricional eo empoderamento da agricultura familiar.

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