SOMOS GAÚCHOS, QUEREMOS FICAR NO RIO GRANDE: A HISTÓRIA DO ASSENTAMENTO CONQUISTA DA FRONTEIRA

Clarice Gomes de Almeida, Dulce Mari da Silva Voss, Dulce Mari da Silva Voss

Resumo


SOMOS GAÚCHOS, QUEREMOS FICAR NO RIO GRANDE: A HISTÓRIA DO ASSENTAMENTO CONQUISTA DA FRONTEIRA

RESUMO
Esse trabalho apresenta parte de uma pesquisa em desenvolvimento no Programa de Pós-Graduação Mestrado Acadêmico em Ensino da Universidade Federal do Pampa, Campus Bagé, cuja temática estudada é a história do Assentamento Conquista da Fronteira sob o olhar de sujeitos que participaram desse processo e que ainda habitam aquele lugar. Entendendo que a reaproximação com as pessoas e o lugar criam novas possibilidades de leitura dos acontecimentos que hoje marcam a vida do Assentamento Conquista da Fronteira. Esse estudo apóia-se nas teorias foucaultianas e nos Estudos Culturais, compreendendo a história, não como uma sucessão linear de fatos, mas marcada por rupturas e descontinuidades que constituem acontecimentos. O conceito de acontecimento para Foucault pode ser entendido de duas formas: como novidade ou diferença e como prática histórica. Partindo da análise arqueológica, Foucault entende que é possível encontrar no discurso, tanto a novidade histórica, quanto a regularidade histórica de práticas discursivas. Ainda, pode-se dizer que é a relação entre descontinuidades e regularidades das práticas discursivas e não-discursivas que constituem a materialidade do acontecimento, o que demonstra a relação de forças presentes na luta discursiva pela produção de regimes de verdades, já que: [...] As lutas na história, levam-se a cabo através das práticas de que se dispõe, mas, nesse uso, elas se transformam para inserirem-se em novas táticas e estratégias de luta (CASTRO, 2016, p.25). Assim, fazendo uso da metodologia da História de Vida, pretende-se investigar continuidades e rupturas que constituem a história contemporânea dessa comunidade e os modos como se produzem as subjetividades dos seus habitantes, a partir de relatos e registros escritos de sujeitos que vivenciaram essa história e que ainda habitam o Assentamento Conquista da Fronteira. O contexto local apontará pistas para pensar sobre o Movimento Sem Terra na contemporaneidade, os processos de ensino que se criam nas práticas educativas formais e não-formais e as relações de pertencimento engendradas na atual conjuntura social e cultural.
PALAVRAS- CHAVE: Assentamento Conquista da Fronteira. Movimento Sem Terra. História de vida.

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