AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA DO ACOMPANHAMENTO NUTRICIONAL DE PACIENTES ACIMA DO PESO EM NÍVEL AMBULATORIAL

Rodrigo Martins da Silva, Luana Garcia, Karina Sanches Machado D Almeida

Resumo


O objetivo deste estudo foi avaliar a eficácia do acompanhamento nutricional, através do Índice de Massa Corpórea (IMC), dos pacientes com objetivo de perda de peso de um ambulatório de nutrição. Foram analisados os prontuários de pacientes atendidos entre os anos de 2015 e 2017. Os dados coletados foram referentes ao sexo, idade, tempo de acompanhamento nutricional, comorbidades associadas, peso inicial (aferido na primeira consulta) e peso final (aferido na última consulta do prontuário), IMC inicial (da primeira consulta) e IMC final (da última consulta no prontuário). O IMC foi classificado de acordo com os pontos de corte preconizados pela Organização Mundial de Saúde, sendo a faixa de eutrofia o IMC de 18,5 a 24,9 Kg/m2, sobrepeso o IMC de 25 a 29,9 kg/m² e obesidade o IMC maior ou igual a 30 kg/m². Foram avaliados 48 indivíduos, com média de idade de 42±9 anos, prevalência do sexo feminino 85,4%, com tempo médio do acompanhamento nutricional de 7±3,6 meses, 58,3% ainda relataram alguma comorbidade ou patologia crônica. Observou-se uma perda de aproximadamente 1,5 Kg entre o início do tratamento e o último acompanhamento, com medianas e intervalos interquartil de 84,5 Kg (75,5 93,8) para o peso inicial e 82,9 Kg (72 92) para o peso final, apresentando diferença estatística p<0,001. A mediana do IMC na primeira e última consultas foram de 31,6 Kg/m2 (29,7 36,9) e 31,4 Kg/m2 (28,2 35,4), respectivamente, não sendo observada uma variação significativa, mantendo-se assim a faixa de Obesidade Grau I, de acordo com os pontos de corte preconizados pela OMS. Quanto a mudança de classificação de IMC observou-se que na última consulta do prontuário ocorreu ganho de 6,3% de indivíduos classificados como eutróficos, contatou-se ainda que cerca de 12% da amostra apresentou alteração no estado nutricional mudando de categoria de obesidade grau I para sobrepeso, consequentemente a faixa de sobrepeso apresentou um acréscimo de 8,3% de pacientes, reforçando a adesão ao tratamento. Os resultados obtidos neste estudo demonstram que a prevalência de pacientes atendidos no ambulatório, com objetivo de perda de peso, encontram-se em sua maioria na faixa de sobrepeso e obesidade. A redução nos valores de peso e IMC finais demonstram que há eficácia no acompanhamento nutricional dos paciente atendidos no ambulatório que buscam a perda de peso.

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