AVALIAÇÃO DA TOXICIDADE QUIMIOTERAPIA COM 5-FLUORURACIL EM PACIENTES CÂNCER COLORRETAL EM HOSPITAL REFERÊNCIA

Catrine de Souza Machado, Catrine de Souza Machado, Angelita Bottega, Marissa Bolson Serafin

Resumo


Introdução: No Brasil, o câncer colorretal (CCR) é o quarto tipo de neoplasia mais frequente, sendo o terceiro tipo entre os homens e o segundo entre as mulheres. Tratando-se de terapia antineoplásica, os pacientes são candidatos ao desenvolvimento de toxicidades, com isso, a participação do farmacêutico tem sido de extrema importância, tanto na detecção e identificação de efeitos adversos, quanto na apresentação de ações para intervenção e prevenção. Assim, o objetivo do nosso estudo é identificar e avaliar as toxicidades mais frequentes em pacientes com neoplasia colorretal submetidos à quimioterapia com 5-Fluoruracil em associação com leucovorin, irinotecano e oxaliplatina mostrando a necessidade de desenvolver atenção farmacêutica ao paciente oncológico. Método: o estudo foi composto por pacientes de base hospitalar de homens e mulheres, com diagnóstico prévio de câncer colorretal, que estiveram internados em uma unidade do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) no período de janeiro a março de 2013. Resultados: A idade variou de 35 a 79 anos com média de 58,25 anos, sendo 53,34% do sexo feminino e 46,66% do masculino. As toxicidades observadas mais comuns foram náusea, anorexia e fraqueza muscular. Quanto ao estadiamento, 26,67% pacientes encontravam-se em estádio II e III, 46,66% em estádio IV e nenhum paciente em estádios 0 e I. O tratamento foi aplicado de acordo com regimes baseados em 5 Fluorouracil em esquemas terapêuticos FOLFOX e FOLFIRI. Conclusão: Muitas ações podem ser desenvolvidas com o objetivo de melhorar o resultado da terapia e da qualidade de vida deste paciente, principalmente no que diz respeito ao surgimento de toxicidades causadas pela própria quimioterapia, e como manuseá-las. Com base nesse aspecto foi criado o formulário de orientações farmacêuticas ao paciente oncológico, com as condutas para o controle dos sintomas e dos quadros clínicos prevalentes ao mesmo, melhorando assim o resultado da terapia e da qualidade de vida deste paciente.

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