INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS PARA AVALIAÇÃO CLÍNICA DE PACIENTES PEDIÁTRICOS HOSPITALIZADOS

DEISY MELLO DE PINTO, Julia Torres Cavalheiro, Julia Torres Cavalheiro, Anali Martegani Ferreira, Josefine Busanello, Michele Bulhosa de Souza, Elisiane do Nascimento da Rocha

Resumo


1. INTRODUÇÃO
O cuidado à criança hospitalizada exige atenção especializada de enfermagem, devido suas especificidades e demandas de cuidados (HOCKENBERRY, 2014). Para tanto, é necessário que a equipe de enfermagem identifique as disfunções apresentadas por esses pacientes (TANNURE, 2011). Desse modo, implementação da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) e o Processo de Enfermagem (PE) tornam-se importantes ferramentas para qualificação da atenção prestada (MATA, 2012). Assim, o objetivo deste estudo foi construir um roteiro para subsidiar a utilização de um instrumento de coleta de dados para avaliação clínica de pacientes pediátricos hospitalizados.
2. METODOLOGIA
Tipo de estudo Análise de conceito do modelo de Walker e Avant (WALKER, 2005). A análise de conceito engloba revisão da literatura e a construção do conhecimento sobre uma determinada temática em estudo, sendo utilizado quando os conceitos identificados exigirem esclarecimento para a pesquisa, teoria ou prática (FERNANDES, 2011). Aspectos Éticos Os dados conceituais utilizados foram referenciados de forma a garantir e proteger os direitos autorais, conforme a lei N.º 9.610/1998 (BRASIL, 1998).
3. RESULTADOS e DISCUSSÃO
O roteiro construído buscou definir o uso dos conceitos de enfermagem identificados no instrumento. Para tanto, a pesquisa bibliográfica foi composta por 68 bibliografias disponíveis online e impressas. Na base de dados LILACS foram utilizados 16 artigos, na PubMed 02 artigos, na SciELO 09 artigos; na busca livre nos Serviços Online e Software do Google foram utilizados 18 estudos; e 23 livros científicos impressos da área em estudo. A coleta de dados referente ao exame físico está organizada conforme a Taxonomia da NANDA-I (HERDMAN, 2015), incluindo domínios, classes e DE. No D1, foram conceituadas 15 variáveis, as quais se referem aos DE, FR e CD. No D2- Nutrição, foram conceituadas 89 variáveis. Esse domínio aponta, na avaliação de neonatos e crianças, necessidade e condições de ingestão e uso de nutrientes para manter e reparar tecidos e produzir energia (HOCKENBERRY, 2014; HERDMAN, 2015). No D3- Eliminação e troca foram identificados usos dos conceitos para os DE Eliminação urinária prejudicada, Constipação, Diarréia, Troca de gases prejudicada, os quais refletem demandas de cuidados relacionados a função urinária e gastrointestinal (MIRANDA, 2013; PREDEBON, 2013; ANDRADE, 2014). No D4- Atividade e repouso realizou-se identificação dos usos dos conceitos dos DEs Débito cardíaco diminuído, Padrão respiratório ineficaz, Perfusão Tissular periférica ineficaz, resposta disfuncional ao desmame ventilatório, Ventilação espontânea prejudicada, e suas CDs, FRs (HERDMAN, 2015), bem como das questões que direcionam para evidências diagnósticas.
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Foram conceituadas 15 variáveis para dados de identificação, 20 para anamnese 20, e 258 variáveis para exame físico. A análise do uso dos conceitos possibilitou clarificar variáveis a serem avaliadas pelos enfermeiros na prática clínica, as quais subsidiam realização das etapas do PE, e assim avaliação clínica de enfermagem acurada. Também contribui para valorização do trabalho do enfermeiro. Possibilita compreensão sobre uso dos conceitos científicos utilizados para descrever fenômenos de enfermagem, promovendo comunicação por meio de uma linguagem padronizada, integrando conhecimentos científicos teóricos e práticos da profissão.

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