TIPOS DE BANDAGENS FUNCIONAIS E USO DE SALTO ALTO NO CONTROLE POSTURAL DE MULHERES

Camila Charquero Collazo, Karine Josibel Velasques Stoelben, Carlos Bolli Mota

Resumo


Objetivo: Avaliar a influência de diferentes tipos de bandagens funcionais no controle postural ântero-posterior tornozelo de mulheres jovens com baixa e alta frequência do uso de salto alto, através da mensuração da amplitude do centro de pressão ântero-posterior (COPap). Metodologia: Participaram deste estudo 18 mulheres saudáveis, com idade entre 18 e 25 anos que não praticavam atividade física regular mais do que duas vezes por semana e apresentaram índice de massa corporal (IMC) abaixo de 30 kg/m². Foram excluídas participantes que apresentassem qualquer distúrbio ortopédico ou neurológico que pudesse interferir no estudo. As participantes foram divididas em dois grupos, de acordo com a frequência de uso de salto alto: o grupo A (GA) foi composto por 9 mulheres que faziam o uso de salto com altura de no mínimo 5 cm com frequência de três vezes semanais ou mais (alta frequência de uso), e o Grupo B (GB) foi composto por 9 mulheres que faziam o uso de salto alto por no máximo duas vezes por semana. As médias e desvio-padrão das características do GA e do GB são, respectivamente: idade de 21,44±1,74 e 22,33±2,40 anos (p=0,347), massa de 58,74±7,39 e 63,08±11,27 kg (p=0,315), estatura de 1,59±0,09 e 1,68±0,03 metros (0,003) e IMC de 23,32±2,10 e 22,32±3,66 kg/m² (p=0,507). Para a aplicação da bandagem rígida, foi utilizada uma fita adesiva inelástica, segundo modelo citado por Silva e Gonçalves, baseado no método Gibney. A bandagem elástica utilizada foi da marca Kinesio® Tex Gold Business, conforme a técnica utilizada por Halseth et al. baseado no modelo Kenzo Kase's KinesioTM (KT) manual taping. Para avaliação do controle postural, as sujeitas foram instruídas a permanecerem o mais parada possível, na posição fundamental. As avaliações foram realizadas com os olhos abertos em três situações: descalço, utilizando bandagem elástica e utilizando bandagem rígida em ambos os pés. Foram realizadas três tentativas, com duração de 30 segundos para cada uma das situações. A avaliação de controle postural foi realizada em uma plataforma de força Advanced Mechanical Technologies Inc. modelo OR6-6-2000 com frequência de amostragem de 100 Hz. Após, os dados foram filtrados com filtro passa baixa Butterworth de 4ª ordem com frequência de corte de 10 Hz. Os dados foram submetidos a uma estatística descritiva para caracterização dos grupos e ao teste t de Student para comparação do COPap do grupo A com o do grupo B nas três condições de bandagem. Em todos os testes foi considerado o nível de significância de 0,05. Resultados e Discussão: Os grupos não apresentaram diferença significativa no COPap em nenhuma das condições de bandagem avaliadas. Os grupos não são totalmente homogêneos, pois as mulheres do GA apresentam média de altura estatisticamente mais baixa do que o GB, e apontamos este como um dos possíveis motivos de nosso resultado. Considerações Finais: Neste estudo, não foi encontrada diferença significativa no COPap de mulheres com alta e baixa frequência do uso de salto alto descalças ou em nenhuma das condições de bandagem avaliadas. Sugere-se a realização de novos estudos com amostras maiores.

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