PRODUÇÃO DE UM MEIO DEFINIDO E AVALIAÇÃO DO EFEITO TÓXICO DE JABURETOX EM DROSOPHILA MELANOGASTER

Darlene Lopes Rangel, Evelise Leis Carvalho, Thalita Fonseca de Araújo, Maria Eduarda Tabarez de Abreu, Carlos Eduardo Pinheiro Leher, Paulo Marcos Pinto

Resumo


Ureases são enzimas níquel dependentes que catalisam a hidrólise da ureia em amônia e dióxido de carbono e estão envolvidas na biodisponibilidade de nitrogênio e em mecanismos de defesa contra predadores e patógenos em plantas. Estão presentes em plantas, fungos e bactérias, mas não são sintetizadas por animais. Canavalia ensiformis, uma leguminosa, apresenta três isoformas de ureases: JBURE-I, JBURE-II e CNTX, sendo JBURE-I ou somente JBU (jack bean urease) a mais abundante. A atividade inseticida de JBU depende da liberação de um peptídeo - Jaburetox (JBTX) - cuja quebra é realizada por enzimas catepsinas dos insetos. JBTX apresenta efeitos fungitóxicos, entomotóxicos, neurotóxicos e antimicrobiano. A toxicidade de JBTX foi descrito para insetos das ordens Lepidoptera, Blattodea e Hemiptera, cujo efeito neurotóxico se dá pela ligação do peptídeo a células neuronais, aumentando a atividade de UDP-N-acetilglucosamina pirofosforilase e inibindo a óxido nítrico sintase. Também é relatado que JBTX atua sobre os túbulos de Malpighi de Rhodnius prolixus, inibindo a diurese por alterações nos níveis de cGMP e no potencial transmembrana. Contudo, investigações acerca da toxicidade em Drosophila melanogaster inexistem na literatura. D. melanogaster, popularmente conhecida como mosca da fruta, é um organismo modelo por quase um século, apresentando uma gama de vantagens como ciclo de vida curto, baixo custo de manutenção, facilidade de manuseio, além de ter seu genoma sequenciado e suas proteínas anotadas, viabilizando abordagens proteômicas. Neste trabalho objetivamos estabelecer um meio quimicamente definido, bem como eleger qual o melhor aditivo para uma maior taxa de oviposição. Também objetivamos investigar como o JBTX age no sistema nervoso central de larvas de D. melanogaster. O meio quimicamente definido que possibilitou o total desenvolvimento das moscas foi o meio composto apenas de ágar, sacarose, fermento e metilparabeno, que nutriu as larvas de D. melanogaster até estas atingirem o estágio adulto. O aditivo com a melhor taxa de oviposição foi o etanol (5%), onde a taxa de oviposição observada foi maior que com outros aditivos. Eletroforese unidimensional foi realizada para a visualização da ação do JBTX no sistema nervoso central de larvas de D. melanogaster. Devido a uma eletroforese aberrante, não foram possíveis análises quantitativas ou qualitativa das proteínas, porém foi possível a visualizar a presença de proteínas no gel.

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