DESENVOLVIMENTO, CARACTERIZAÇÃO E ESTABILIDADE DE NANOPARTÍCULAS POLIMÉRICAS CONTENDO ÓLEO DE ROMÃ

Taiane Medeiro Ciocheta, Eduardo André Bender, Letícia Marques Colomé

Resumo


Os óleos vegetais apresentam potencial efeito na prevenção de doenças crônicas, principalmente pelos antioxidantes naturais presentes em sua composição. O óleo oriundo da fruta de nome romã (Punica granatum L.) é estudado como fonte funcional e nutracêutica, trazendo em sua composição principalmente ácidos graxos, vitaminas, polissacarídeos, polifenóis e minerais. Dentre os ácidos graxos conjugados encontrados no óleo de romã destacam-se os ácidos oleico, linoleico, palmítico, púnico e esteárico que apresentam papel importante na prevenção de doenças cardiovasculares. Já o conteúdo fenólico contribui para atividade antioxidante que desempenha papel importante na prevenção e tratamento do câncer. A nanoencapsulação de óleos vegetais surge como uma possibilidade de melhorar a eficácia, aumentar a estabilidade destes óleos farmacologicamente ativos, facilitando a penetração em certas barreiras biológicas e possibilitando a aplicação por diferentes vias. Dentro deste contexto, o presente trabalho teve como objetivo preparar suspensões de nanocápsulas poliméricas contendo como núcleo oleoso óleo de romã, caracteriza-las em termos de parâmetros físico-químicos como tamanho de partícula, distribuição de tamanho, potencial zeta e pH e avaliar sua estabilidade, considerando estes parâmetros, durante 30 dias de armazenamento. As nanocápsulas foram preparadas pelo método de disposição interfacial de polímero pré-formado utilizando polímero biodegradável poli (ε-caprolactona) (PCL). O tamanho de partícula foi avaliado pela técnica de difratometria de laser utilizando o equipamento Mastersizer® 2000 (Malvern Instruments), o potencial zeta foi obtido através de eletroforese, utilizando equipamento Zeta Plus (Brookhaven Instruments Corporation) e a determinação do pH foi realizada por potenciômetro (Hanna®). A análise dos dados foi expressa como média e desvio padrão, realizado pela análise de variância de uma via (ANOVA), complementada pelo teste t-Student, considerando resultado significativo quando p<0,05. As formulações desenvolvidas foram caracterizadas no tempo 0 (T0=dia seguinte a preparação das nanocápsulas) e após 30 dias (T30= 30 dias após a primeira caracterização). Como resultados, obtiveram-se partículas de tamanho médio de 283 nm, Span de 1,89, potencial zeta de -18,6 mV e pH de 5,76 para o tempo 0. Quando se avaliou as mesmas formulações após 30 dias de armazenamento, obtiveram-se valores de tamanho de partícula, Span, potencial zeta e pH de 304 nm, 1,94, -35,6 mV e 5,66, respectivamente. Os Obtivemos diferença significativa apenas para o parâmetro de potencial zeta. Avaliando os resultados obtidos neste estudo, conclui-se que este demostrou a viabilidade no desenvolvimento de formulações contendo óleo de romã e sua estabilidade frente aos parâmetros analisados, podendo ser considerado um possível sistema carreador de substâncias ativas.

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