OCORRÊNCIA DE PARASITOS GASTRINTESTINAIS EM EQUINOS DA REGIÃO SUL DO RIO GRANDE DO SUL

Natália Soares Martins, Júlia Somavilla Lignon, Laís Leal da Cunha, Felipe Geraldo Pappen, Diego Moscarelli Pinto, Leandro Quintana Nizoli

Resumo


Os equinos podem ser infectados por uma grande variedade de endoparasitos, dentre os quais os pertencentes ao Filo Nematoda (Ascarídeos, Oxiurídeos, Estrongilídeos, Trichostrongilídeos), representam o maior grupo. Apesar da elevada ocorrência, muitas vezes não é dada devida importância aos parasitos gastrintestinais o que promove ainda mais a perpetuação destes na população equina. As infecções por estes parasitos podem resultar, nos casos mais graves, em emagrecimento progressivo, diarreia, anemia, redução do crescimento e cólica, entretanto, geralmente apresentam-se de forma subclínica, provocando elevadas perdas econômicas. A fim de contribuir para o desenvolvimento de futuros programas de controle parasitário na região, o presente trabalho avaliou a ocorrência de infecção dos principais endoparasitos em equinos da raça Crioula na região Sul do Rio Grande do Sul, Brasil. Foram obtidas 75 amostras fecais de equinos com idade entre três meses e dez anos, provenientes de três cabanhas da região de Pelotas/RS. As amostras foram encaminhadas ao Laboratório de Doenças Parasitárias da Universidade Federal de Pelotas, onde foram analisadas pelo método de Gordon & Whitlock. Os resultados revelaram a presença de algum ovo de parasito em 90,67% das amostras, sendo que 84% do animais apresentaram ovos de estrongilídeos, 29,33% de Parascaris spp., 13,33% de Oxyuris equi, e 8% de Strongyloides westeri. Diante dos resultados obtidos pode-se considerar que as infecções provocadas por helmintos, especialmente os estrongilídeos, são comuns em equinos da raça Crioula na região estudada, reiterando a importância do acompanhamento coproparasitológico, para que se possam elaborar medidas corretas de controle e prevenção destas parasitoses.

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