TRAUMA CRANIOENCEFÁLICO EM PACIENTE PEDIÁTRICO FELINO: RELATO DE CASO

Mirela Grünwalder Paim, Mauren Picada Emanuelli

Resumo


O trauma cranioencefálico (TCE) em pequenos animais ocorre, na maioria das vezes, por atropelamentos, quedas, ataques ou brigas, sendo esmagamento o trauma de maior casuística em felinos. As lesões ocorrem devido a danos no encéfalo e nas estruturas que o circundam, e podem ser classificadas como primárias ou secundárias. O presente trabalho tem como objetivo relatar o caso de um felino pediátrico diagnosticado com TCE, atendido no Hospital Universitário Veterinário da Universidade Federal do Pampa. No dia da consulta, o paciente apresentava anorexia, adpsia, sonolência, cabeça lateralizada para o lado esquerdo (head tilt), ataxia e diminuição do reflexo de ameaça após ter sofrido trauma craniano por instrumento metálico (cadeira de praia). Baseado na anamnese, achados no exame físico geral e no exame físico neurológico, o paciente foi diagnosticado com TCE. Devido ao quadro clínico instável, o paciente ficou internado durante nove dias e, neste período, foi realizado monitoramento dos parâmetros fisiológicos, acompanhamento do prognóstico pela escala de coma de Glasgow modificada para cães e gatos e fluidoterapia com solução salina 0,9% por via subcutânea. Além disso, foram utilizados fármacos como cloridrato de tramadol, dipirona, dexametasona e manitol como terapia medicamentosa nas primeiras 24 horas. Após o período de internação, o paciente teve alta médica. No retorno médico seguinte, observaram-se, no exame físico neurológico, alterações decorrentes das lesões causadas pelo TCE, como diminuição de reflexo pupilar luminoso em olho direito (II/ III), reflexo de ameaça diminuído (II/ VII) e midríase no olho esquerdo (III). Então, para acompanhamento e evolução do paciente foram solicitados retornos a cada dois meses O prognóstico no TCE varia conforme o caso, mas é considerado de reservado a desfavorável. Deve-se realizar o tratamento emergencial e considerar que este paciente possa estar politraumatizado. Entretanto, quando instituída terapia intensiva adequada pode se obter sucesso no tratamento.

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