METODOLOGIA PARA IMPLANTAÇÃO DE REDES DE FREQUÊNCIA ÚNICA SINGLE FREQUENCY NETWORK EM TELEVISÃO DIGITAL

Henry Saute Glock, Rosana Soibelmann Glock, Idalmir de Souza Queiroz, Augusto Carlos Pavao

Resumo


A ideia da construção de redes de frequência única era inviável. Com a chegada da tecnologia digital de televisão, pôde-se colocar em prática este sistema de transmissão. Os receptores digitais são dotados de recursos que tratam o problema do multipercurso. Do lado da rede de transmissores, o tratamento dos sinais, o sincronismo entre eles e o conceito de intervalo de guarda transformaram uma ideia antiga em realidade. O presente trabalho teve por objetivo estudar a implantação de redes de frequência única, Single Frequency Network (SFN). Foi realizado durante o mestrado em Sistemas de Automação e Controle da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA). Para o estudo deste sistema de transmissão, foi escolhida a região metropolitana de Vitória, Espírito Santo. A topografia desta região é propícia para a análise. As redes passaram a ser constituídas por uma malha de transmissores operando na mesma frequência. Estes transmissores atuam de forma sincronizada e complementar. Como resultado, o uso eficiente do espectro, melhora da relação sinal/ruído, potência total dos transmissores da rede é menor se comparada a um único transmissor e facilita a cobertura de zonas de sombra. Obstáculos acentuados exigiam até então a transmissão em potências elevadas sem preenchimento de toda a região de cobertura do sinal digital. Para que tudo funcione corretamente, a frequência dos transmissores pode variar em 1 Hz sobre o valor nominal da rede, o retardo permitido na transmissão do sinal de cada um deve ser de 1 µs, todos devem ter adaptador SFN e ter referencia de 1 PPS e 10 MHz bem como garantir que a diferença entre os tempos dos sinais que chegam ao receptor não ultrapasse o intervalo de guarda. Tudo isso leva a uma melhor experiência de assistir televisão em movimento. A recepção móvel torna-se totalmente viável, durante o deslocamento entre localidades atendidas por transmissores distintos, sem solução de continuidade da programação. Além deste benefício para a população, a analise da SFN demonstra racionalização da relação energia dispendida/região atendida, com significativa diminuição do consumo de energia.

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