COMO ESTAMOS OLHANDO PARA NOSSAS MULHERES? ESTUDO BIBLIOMÉTRICO SOBRE O QUE A ACADEMIA VEM PRIORIZANDO

Marcos Vinicius Dalagostini Bidarte, Carolina Freddo Fleck, Claudia Maria Dias Guerra Disconzi, Walter Marçal Paim Leães Júnior, Rafael Camargo Ferraz

Resumo


Após o surgimento do movimento feminista, pesquisas envolvendo as mulheres começaram a ser desenvolvidas mundialmente. Na academia brasileira, alguns temas referentes à problemática do trabalho feminino começaram a ser discutidos, como a invisibilidade do trabalho doméstico, a desvalorização social e familiar do indivíduo, a divisão sexual do trabalho reprodutivo, entre outros. Considerando a produção acadêmica em torno das mulheres como objeto de estudo, a presente pesquisa possui como objetivo desenvolver um estudo bibliométrico considerando os artigos científicos disponibilizados na plataforma eletrônica Scientific Periodicals Electronic Library (SPELL). Todos os artigos científicos publicados até julho de 2016, que abordam de alguma forma mulher(es) em seu desenvolvimento, foram considerados, analisados e classificados de acordo com as seguintes variáveis: palavras-chave, autor(es), periódico, qualis do periódico, idioma, natureza, abordagem, método, técnica de coleta de dados e de análise de dados, e área do estudo. Como resultados, obteve-se uma produção científica nacional total de 134 artigos científicos, entre os anos de 1980 e 2016, escrita por dois autores (39,6%), em português (93,2%), utilizando "mulher" e "mulheres" como palavras-chave mais citadas, apresentando natureza empírica (81,3%) e abordagem qualitativa (68,6%), utilizando o método de estudo de caso (72,5%), com entrevista como técnica de coleta de dados (40,3%) e com análise de conteúdo como técnica de análise de dados (57,4%), publicada em 58 periódicos (em sua maioria Qualis B3 [38,5%]), destacando-se a Revista de Administração Pública (com 7 publicações [5,2%]), a Revista de Administração de Empresas e a Revista de Administração Mackenzie (ambas com 6 publicações [4,5%]), e abordando mercado de trabalho (29,9%). Além disso, constatou-se que poucos são os artigos científicos publicados na plataforma SPELL que abordam temas referentes à problemática do trabalho feminino.

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