REDES NEURAIS ARTIFICIAIS: ESTUDO BIBLIOMÉTRICO DESENVOLVIDO A PARTIR DAS PLATAFORMAS SPELL E SCOPUS

Claudia Maria Dias Guerra Disconzi, Rafael Camargo Ferraz, Marcos Vinicius Dalagostini Bidarte, Walter Marçal Paim Leães Júnior, Carolina Freddo Fleck

Resumo


Visando compreender o que vem sendo trabalhado no Brasil abordando o tema Redes Neurais Artificiais em pesquisas, o presente trabalho tem por objetivo a realização de um estudo bibliométrico considerando artigos das plataformas SPELL e Scopus. Para tal, todos os artigos publicados até julho de 2016, que consideram as RNAs em seu desenvolvimento, foram analisados e classificados de acordo com as seguintes variáveis: palavras-chave, autores, instituições, periódicos, qualis do periódico, ano da publicação, natureza do estudo, abordagem de pesquisa, método de pesquisa e técnica de coleta de dados. Além destes fatores que visam caracterizar a pesquisa, também foram verificados os tipos de redes e algoritmos utilizados, setor de aplicação do estudo empírico e a existência de comparação com modelos estatísticos. Com o software Gephi 0.9.1, foram construídas redes de interações para os autores e instituições. Obteve-se um total de 124 artigos, entre os anos de 1990 e 2016, publicados em 65 periódicos (em sua maioria com Qualis A2, B1 e B2), onde se destacou a pesquisa empírica quantitativa, e os métodos de levantamento (dados secundários) e experimento (dados primários). A Revista Controle & Automação apresenta o maior número de publicações na área, com 11 artigos publicados, seguida da Revista de Administração, com 10 artigos. A rede perceptron multicamadas é a mais adotada, juntamente com o algoritmo Backpropagation. Em 47 trabalhos, os resultados obtidos com as redes são comparados com outros modelos de séries temporais. Grande parte dos estudos empíricos abordam os seguintes setores: mercado financeiro, agricultura, marketing, solos, elementos químicos e transformadores de potência. As redes de interações para autores e instituições mostraram-se de baixa densidade, ou seja, tratam-se de redes dispersas, onde poucas relações são efetivadas. Concluiu-se que apesar do aumento crescente no número de publicações, as RNAs ainda são um assunto pouco abordado nas pesquisas nacionais.

Texto completo: PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.