COMUNICAÇÃO E SUCESSÃO RURAL: UM OLHAR SOBRE A AGRICULTURA FAMILIAR

Tamires Elisa Bieger, Joel Orlando Bevilaqua Marin, Thaís Arrué Melo Gonçalves

Resumo


A agricultura familiar incorpora uma diversidade de situações específicas e particulares que difere de outros grupos sociais. No Brasil estudos realizados em âmbito acadêmico vêm apontando a falta de perspectiva da nova geração em permanecer na unidade rural familiar. De acordo com Bourdieu (1962) a sucessão possui uma função social definida: dar continuidade à exploração da propriedade familiar. O sistema de produção familiar sobrevive, mas vem se modificando rapidamente. Nesta nova ruralidade, a comunicação está mais presente, as tecnologias informacionais são incorporadas na produção e comercialização das propriedades rurais, constituindo-se também como ferramentas indispensáveis à introdução de práticas inovadoras no meio rural. Do mesmo modo como uma forma de sobrevivência num contexto para enfrentar a competitividade dos dias atuais. Nesse sentido, o agricultor familiar está mudando quanto à recepção das informações, visto que delas depende para a realização de suas atividades, produtivas, econômicas e sociais. As tecnologias informacionais que lhe são colocadas à disposição são a porta de entrada das tecnologias e, consequentemente, de um novo modelo de produção. Diante desse contexto o estudo buscou identificar como os jovens rurais utilizam-se da comunicação para fins interativos e de atualização agrícola, afim de relacionar a permanecia dos jovens no campo. A ideia de compreender os meios e os canais de comunicação do meio rural, a partir do jovem rural, se estes mecanismos utilizados servem, de alguma forma, para estimular atividades empreendedoras e inovadoras no campo, despertando ou não a permanência e modernização da propriedade rural familiar.

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