O PENSAMENTO CIENTÍFICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL, ATRAVÉS DE VIVÊNCIAS EM CONTATO COM A NATUREZA

Caroline da Costa Cardoso, Simone Lara, Marlise Grecco de Souza Silveira, Allyson Henrique de Souza Feiffer

Resumo


Desencadeada por uma vivência na natureza que crianças de uma turma de Educação Infantil, com faixa-etária de cinco a seis anos, de Escola Privada de Uruguaiana tiveram em parque da cidade, essa discussão, aborda a riqueza que a natureza apresenta em possibilidades de exploração e estímulo ao pensamento científico. A ideia inicial do passeio no Parque Agrícola Pastoril era que as crianças estabelecessem contanto com a natureza e coletassem elementos naturais encontrados, para posterior análise. Chegando ao parque, encontraram variada vegetação e diversidade em espécies animais, o que ativou a curiosidade e imaginação das crianças. Com seus sentidos conectados ao espaço, inquietaram seus pensamentos, levantaram hipóteses e compartilharam-nas com grupo, na busca de confirmação ou refutação, configurando o pensamento científico. A riqueza da vivência, expressa através do encantamento das crianças, não se restringiu aos momentos ao ar livre. Assim que retornaram à escola, continuaram buscando respostas para as experiências que tiveram, principalmente, sobre o fato de terem encontrado passarinhos mortos, a maior inquietação do passeio. Eis que a partir da produção de um texto coletivo, que buscava registrar tal fato, emerge entre as crianças da turma, a ideia da produção de um livro. O texto, que registrou a percepção das crianças sobre a morte dos passarinhos e as hipóteses sobre tal fato, teve cada uma de suas partes ilustrada pelas crianças. Além da principal análise desse trabalho, a respeito do pensamento científico, outras possibilidades ficaram evidentes na vivência que as crianças tiveram em contato com a natureza, como o respeito e valorização que desenvolvem por outras formas de vida presentes em nosso planeta.

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