COMPARAÇÕES DE METODOLOGIAS CONVENCIONAIS E AUTOMATIZADAS PARA IDENTIFICAÇÃO DA RESISTÊNCIA AO CARBAPENÊMICO MEROPENEM

Silvana Oliveira dos Santos, Rosmari Hörner, Angelita Bottega, Danielly da Costa Silva, Marissa Bolson Serafin, Maísa Kraülich Tizotti

Resumo


A automação em laboratórios clínicos de microbiologia tem sido amplamente utilizada para identificação de espécies e em testes de sensibilidade, principalmente devido ao crescente volume de espécimes clínicos encaminhados. Objetivo desta pesquisa foi comparar a metodologia da microdiluição em caldo (CIM convencional) com o método de difusão do disco, e os sistemas automatizados VITEK®2-bioMérieux e MicroScan®-SIEMENS na identificação da resistência ao carbapenêmico meropenem. Durante os meses de agosto de 2011 a janeiro de 2012 63 amostras de P. aeruginosa e 39 Acinetobacter spp. foram isoladas no Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), destas, 19 P. aeruginosa (das 63) e 33 Acinetobacter spp. (das 39 iniciais) foram submetidas às quatro metodologias para a identificação da resistência ao carbapenêmico meropenem (metodologias convencionais: microdiluição em caldo e difusão do disco e metodologias automatizadas VITEK®2-bioMérieux e MicroScan®-SIEMENS). A comparação das metodologias para identificação da resistência ao carbapenêmico meropenem, identificou que a Difusão do Disco apresentou 91% de sensibilidade, 77% de especificidade e 86% de acurácia, demonstrando boa concordância com o método padrão (microdiliução em caldo) (kappa=0,68), enquanto a metodologia automatizada MicroScan®-SIEMENS apresentou 100%, 77% e 92%, respectivamente, e a concordância foi maior (kappa=0,820). No caso da metodologia automatizada VITEK®2-bioMérieux a sensibilidade foi de 97%, 55% de especificidade e 82% de acurácia e a concordância com o método padrão foi regular (kappa=0,577). A resistência aos carbapenêmicos é atualmente uma preocupação mundial, em vista disso, é fundamental que este mecanismo possa ser detectado de forma confiável nos laboratórios clínicos. A difusão do disco e o sistema MicroScan®-SIEMENS evidenciaram-se como boas metodologias quando comparadas ao método padrão (CIM) para identificar a resistência ao meropenem.

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