AVALIAÇÃO MUTAGÊNICA DO ÓLEO ESSENCIAL DE SCHINUS MOLLE L. EM CULTURA DE LINFÓCITOS HUMANOS

Jonathaline Apollo Duarte, Michel Mansur Machado, Augusta De Bairros Zambrano, Luciane Dias Quintana, Luís Flávio Souza De Oliveira, Mariana Rocha Balego

Resumo


Apesar de todos os avanços nas indústrias farmacêuticas para a produção de
fármacos sintéticos, a população ainda recorre às plantas medicinais, com a finalidade de tratar, previnir ou até mesmo curar as mais diferenciadas doenças. No entanto, muitas dessas ainda não tem descrito na literatura a comprovação de suas ações farmacológicas e seus efeitos toxicológicos. Dentre essas plantas usadas empiricamente pela população, esta a Schinus molle L., a qual é usada principalmente para o tratamento de infecções respiratória. Apesar dessa ser amplamente empregada na terapêutica a literatura carece de informações referente aos seu possíveis efeitos tóxicos. Assim o objetivo do trabalho foi investigar o possível efeito mutagênico do óleo essencial da Schinus molle L. em cultura de linfócitos humanos. Para isso, determinou-se o grupo controle negativo (tampão PBS pH 7.4), controle positivo (bleomicina 3 µg/mL) e o grupo teste (DL50, DL50/10, DL50/100, DL50/1000 e DL50/10000 do óleo essencial). As concentrações do óleo essencial foram determinadas com base na dose letal média para a célula testada, a qual foi determinada previamente pelo nosso grupo de pesquisa. s resultados obtidos no teste de frequência de micronúcleo sugerem que o óleo essencial nas concentrações testadas não apresenta efeito mutagênico, uma vez que o grupo
teste não proporcionou frequência de micronúcleo nas concentrações testadas quando comparadas ao controle negativo. Dessa forma, podemos concluir que óleo essencial da Schinus molle L. nas concentrações testadas não promoveu efeito mutagênico. Porém, cabe ressaltar que estudos complementares de toxicidade e são fundamentais para corroborar na utilização da planta em questão.

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