EXTRATO DE POMELO MELHORA NÍVEIS DE ADIPONECTINA E PCR EM RATOS WISTAR COM ESTEATOSE HEPÁTICA

Denise Lima Feksa, Vanusa Manfredini, Ritieli Pinto Coelho, Micaela Federizzi de Oliveira, Angélica Aparecida da Costa Güllich, Nariani Rocha Saraiva

Resumo


A doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) é um espectro de alterações hepáticas que vai desde simples esteatose hepática (EH) podendo evoluir para esteatohepatite, fibrose, cirrose e carcinoma hepatocelular. Apesar dos mecanismos fisiopatológicos da DHGNA não estarem bem compreendidos, a doença tem sido relacionada à resistência a insulina (RI) e a síndrome metabólica (SM). Níveis diminuídos de adiponectina e o aumento de marcadores inflamatórios, como proteína C-reativa (PCR), tem sido observado em pacientes com DHGNA e relacionados à progressão da doença. O tratamento da doença baseia-se na mudança no estilo de vida e o controle dos fatores de risco, sendo que a utilização de plantas e alimentos, com atividade terapêutica, pode ser uma alternativa promissora para o seu tratamento. As folhas do Pomelo (Citrus maxima), o maior fruto entre os cítricos, apresenta inúmeros compostos bioativos que conferem propriedade anticancerígena, anti-inflamatória e hepatoprotetora. Sendo assim, o objetivo desse estudo foi avaliar o efeito dos extratos aquosos liofilizados das folhas de C. maxima nos níveis séricos de adiponectina e PCR em ratos Wistar com EH. Para isso, 24 ratos Wistar machos foram divididos em 4 grupos. Os grupos 2 e 4 receberam dieta hiperlipídica associada a frutose (DHF) por 45 dias para indução de EH. A dieta DHF foi composta por ração comercial acrescida de 50% de banha de porco termolizada e água de beber acrescida de 45% frutose. Os grupos 1 e 3 receberam dieta normal (DN): água e dieta ad libitum. Além disso, os animais receberam um tratamento diário, conforme descrito: G1(DN): 3ml de solução salina v.o; G2(DHF): 3ml de solução salina v.o; G3(DN): extrato da folha (50mg/Kg) v.o; G4(DHF): extrato da folha (50mg/kg) v.o. Ao fim do experimento os animais foram eutanasiados e o sangue foi coletado por punção da aorta abdominal. No soro foram determinados os níveis de adiponectina e de proteína C reativa utilizando, respectivamente, Kit AdipoQ da Abnova® e kit PCR da Bioclin®. As análises estatísticas dos dados obtidos foram realizadas através de análise de variância (ANOVA), complementada pelo teste de Bonferroni. Para tal, utilizou-se o software GraphPad Prism 5, admitindo nível de significância de P<0,05. O grupo esteatose hepática (G2) apresentou valores significativamente menores de adiponectina e maiores de PCR quando comparado ao grupo controle (G1). Quanto aos grupos que receberam o extrato (G3 e G4), os níveis de adiponectina foram significativamente maiores e de PCR menores do que o do grupo 2 (EH). Dessa forma, os resultados demonstram que administração do extrato das folhas do Pomelo foi capaz de melhorar os níveis de adiponectina e reduzir os níveis de PCR, indicando uma provável ação anti-inflamatória e hepatoprotetora do extrato frente a um modelo de esteatose hepática.

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