STATUS ANTIOXIDANTE TOTAL E DA GLUTATIONA DE PORTADORES DE HEPATITE C EM TRATAMENTO COMBINADO

Vinícius Tejada Nunes, Jacqueline Piccoli, Vanusa Mnafredini

Resumo


A infecção pelo vírus da hepatite C (HCV) representa um importante problema de saúde pública, em virtude do aumento de sua incidência na população mundial e da alta frequência de evolução para as formas crônicas da doença. A hepatite crônica é assintomática, na maioria dos casos, o que torna seu diagnóstico muito difícil. Neste caso, as manifestações clínicas só aparecem quando já há um alto grau de comprometimento hepático como a fibrose e o hepatocarcinoma. O tratamento mais utilizado é a combinação da ribavirina com o interferon alfa peguilado, entretanto, seu uso crônico pode trazer muitos efeitos colaterais ao portador. Estudos tem sugerido o envolvimento do estresse oxidativo na progressão da hepatite C e sugere que nos portadores os mecanismos de proteção antioxidante podem estar prejudicados, devido a exposição à longo prazo ao estresse oxidativo durante infecção viral. Assim, o objetivo deste estudo foi determinar o status antioxidante total e níveis de glutationa (GSH) no plasma de portadores de hepatite viral C em tratamento com ribavirina e interferon alfa peguilado. Os 44 portadores foram selecionados junto ao Setor de Hepatites Virais da Secretaria Municipal de Saúde de Uruguaiana e divididos em 4 grupos: grupo 1: portadores com diagnóstico de hepatite viral C (sem tratamento); grupo 2: portadores no início do tratamento combinado; grupo 3: portadores no meio do tratamento combinado e grupo 4: portadores no final do tratamento combinado. Após a assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE), o sangue venoso foi coletado e acondicionado em tubo EDTA para posterior análise. O status antioxidante total foi determinado utilizando Kit TAS da RANDOX e os níveis de glutationa (GSH) foram determinados segundo metodologia descrita por Akerboom & Sies (1981). O estudo foi aprovado pelo CEP UNIPAMPA. Os resultados foram analisados segundo ANOVA e posterior teste de Duncan. Os resultados encontrados apontam que houve uma diminuição estatisticamente significativa (p<0,05) do TAS e níveis de GSH no grupo1 (portadores de hepatite viral C que não iniciou o tratamento) em relação aos demais grupos. E ao longo do tratamento combinado, foi observado um aumento significativo do TAS e GSH do grupo 4 em relação ao grupo 1. Com isso, sugere-se que há envolvimento do estresse oxidativo no portador de hepatite viral C e o tratamento combinado melhora os parâmetros de defesa antioxidante.

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