PREVALÊNCIA DE CRYPTOSPORIDIUM SPP. EM BEZERROS DE APTIDÃO LEITEIRA DA REGIÃO SUL DO RS

Natália Soares Martins, Diego Moscarelli Pinto, Bruna Baccega, Laís Leal da Cunha, Erick Nunes da Silva, Thaís Cozza dos Santos

Resumo


O protozoário do gênero Cryptosporidium emergiu como um dos mais importantes contaminantes da água, infectando diversas pessoas em todo o mundo. O contato com bezerros infectados é apontado como uma das principais formas de infecção para humanos, estando relacionado com a ocorrência de surtos. Bovinos e ovinos infectados eliminam oocistos do Cryptosporidium spp. pelas fezes e o contato com as mesmas ou com água contaminada constituem as vias de transmissão para seres humanos. Em bezerros com até três meses de idade a doença pode acarretar intensa diarreia, ocasionando morbidez e em alguns casos até a morte. Contudo, podem haver animais assintomáticos que eliminam oocistos no ambiente, sendo responsáveis pelo contágio de outros hospedeiros e consequente disseminação da doença. O objetivo do trabalho foi estimar a prevalência de Cryptosporidium spp. em bezerros de propriedades leiteiras da região sul do Rio Grande Sul. O estudo foi realizado de junho a setembro de 2016, foram utilizados 45 bezerros provenientes de propriedades leiteiras da região sul do Rio Grande do Sul. Amostras de fezes foram colhidas diretamente da ampola retal com auxílio de saco plástico, acondicionadas em recipientes isotérmicos, e encaminhadas ao Laboratório de Parasitologia da Universidade Federal de Pelotas, onde foram submetidas a técnica de Ritchie modificado por Young para a sedimentação dos oocistos do parasito, para isso, 2g de fezes foram homogeneizados e liquefeitos em água destilada estéril. A partir desta solução, foram realizados os esfregaços em lâmina e subsequentemente corados pelo método de Auramina O Fenicada e confirmada a positividade da amostra pela coloração Kinyoun. Dos 45 bezerros testados, quatro foram positivos para Cryptosporidium spp., por meio das duas técnicas de colorações, representando a prevalência de 8,89%. Os resultados do presente trabalho indicam que o protozoário Cryptosporidium spp. é comum em bezerros de aptidão leiteira na região do sul do Rio Grande do Sul, Brasil. O conhecimento da prevalência e dos fatores de risco associados à eliminação de oocistos são fundamentais para um controle eficaz da infecção, bem como, para limitar a transmissão do parasito e contaminação ambiental com oocistos.

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