SELETIVIDADE E FATOR DE RESISTÊNCIA DO ARROZ AO QUIZALOFOP

Renan Souza Silva, Luis Antonio de Avila, Edinalvo Rabaioli Camargo, José Alberto Noldin

Resumo


Na eminência do lançamento de uma cultivar de arroz resistente a inibidores de ACCase, visando o controle de arroz-daninho, há a possibilidade de efeito antagônico na associação de latifolicidas com herbicidas desse mecanismo de ação, como o herbicida quizalofop. A mistura no tanque pode acarretar em algumas vantagens, como o aumento do espectro de ação, redução das doses recomendadas e do custo de aplicação e o retardamento no desenvolvimento de biótipos resistentes. Com esse trabalho, objetivou-se verificar a seletividade e o fator de resistência do arroz ao herbicida quizalofop. Foram semeadas 4 sementes de arroz pré-germinado, por copos de 500 mL em casa de vegetação na estação experimental de Itajaí da EPAGRI/SC, de três linhagens, duas tolerantes ao quizalofop (Targa®), a RH 269-15 e a RH 269-61, e uma suscetível ao herbicida, a SCS 116 Satoru e aplicado o herbicida quizalofop em tratamentos com quatro repetições em doses estabelecidas com base na suposta tolerância ou suscetibilidade das linhagens. O herbicida foi aplicado em estádio V2-V3 e a avaliação da seletividade do arroz foi realizada em percentagem, aos sete, 15, 21, 28 e 35 dias após a aplicação (DAA), seguindo a escala de 0 a 100. A massa seca da parte aérea (MSPA) e a estatura de plantas foram mensuradas, com avaliação aos 35 DAA. A aplicação dos tratamentos foi realizada com pulverizador costal pressurizado com gás carbônico, utilizando-se pontas do tipo leque. Observou-se aos 15 dias após a aplicação do quizalofop, uma seletividade bastante expressiva das linhagens RH-269-15 e RH-269-61, diferentemente, ocorreu com a cultivar SCS 116 Satoru, que na dose máxima, teve suas plantas quase totalmente controladas.

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