FLUXOS DE ÓXIDO NITROSO E METANO EM UM SISTEMA SILVIPASTORIL NO BIOMA PAMPA

Rosângela Silva Gonçalves Nunes, Rosângela Silva Gonçalves Nunes, Frederico Costa Beber Vieira, Izabela da Silva Mendes, Alisson Mello Deloss, Vanessa dos Santos Dias, Mirla Andrade Weber

Resumo


Sistemas silvipastoris (SSPs) apresentam potencial para amenizar o problema do aquecimento global, pelo sequestro de CO2 atmosférico, principalmente na biomassa vegetal. Entretanto, se faz necessário estudar nestas áreas os fluxos de metano (CH4) e óxido nitroso (N2O) do solo, para se ter uma melhor compreensão da dinâmica destes gases no sistema solo-atmosfera. Este estudo teve como objetivo principal avaliar os fluxos de N2O e CH4 em um solo sob implantação de um sistema silvipastoril com a espécie arbórea leguminosa nativa Parapiptadenia rigida em campo nativo do bioma Pampa. O experimento foi conduzido durante os anos de 2013 a 2016 em um Argissolo Vermelho anteriormente utilizado com pastagem nativa no município de São Gabriel, RS, Brasil. Para isso, mudas de P. rigida foram plantadas em delineamento experimental de blocos ao acaso, com parcelas subdivididas. Os tratamentos nas parcelas principais foram: T1: campo nativo (CN); T2: CN + P. rigida com arranjo espacial de 2 x 4 m; e T3: CN + P. rigida com arranjo espacial de linhas duplas 6 x (2 x 2) m. A subdivisão das parcelas (18 x 30 m) constituiu a presença ou ausência de adubação mineral anual (NPK) das forrageiras nativas. Os fluxos de gases de efeito estufa do solo foram coletados a cada quinze dias ou após eventos de fertilização, no decorrer dos anos de avaliação, utilizado-se o sistema de câmaras estáticas. Concomitantemente a cada coleta dos gases foi coletado amostras de solo para análise do teor de N-mineral e monitoramento das variáveis climáticas. Os resultados foram submetidos à análise de variância e teste de Tukey (P<0,05). Os fluxos diários de N2O permaneceram relativamente baixos durante a maior parte do período avaliado, podendo serem observados alguns picos isolados de emissões, que ocorreram após os eventos de fertilização. Os fluxos diários de metano apresentaram valores relativamente baixos durante o período de avaliação, sendo que as maiores taxas de emissões diárias de CH4, por sua vez, coincidiram com aumentos na umidade do solo. Assim, a introdução de árvores de P. rigida em campo nativo não alterou significativamente os fluxos de CH4 e N2O do solo, independentemente do espaçamento de plantio após três anos de plantio das árvores.

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