CLASSIFICAÇÕES GEOTÉCNICAS APLICADAS A SOLOS DA REGIÃO DE ALEGRETE/RS PARA CONSTRUÇÃO DE ESTRADAS DE TERRA

Juliana Calage Quevedo, Wilber Feliciano Chambi Tapahuasco

Resumo


Utilizando as classificações geotécnicas TRB, SUCS e MCT- expedito, foram estudados quatro solos visando à construção e manutenção de estradas de revestimentos primários. Os solos estudados foram definidos como Solo 1, Solo 2, Solo 3 e Solo 4, todos oriundos do município de Alegrete/RS. A Classificação TRB tem origem na classificação Public Roads Administration, desenvolvida com o intuito de analisar materiais para base e sub-base de pavimentos (Pinto, 2006). Desta maneira, os solos são classificados em oito grupos, desde A1 até A8. Já o Sistema Unificado de Classificação de Solos (SUCS) foi desenvolvido pelo professor Arthur Casagrande (1948) e compreende seu uso em obras de barragens, fundações e outras construções (Pinto, 2006). Ambas as classificações TRB e SUCS, agrupam os solos com base nas porcentagens das frações granulométricas e plasticidade. Finalmente, a classificação MCT proposta por Nogami e Villibor (1994 e 1996), foi desenvolvida especificamente para fins viários e visa agrupar os solos tropicais conforme suas peculiaridades de comportamento, sob o ponto de vista mecânico e hidráulico, obtidas de corpos de provas compactados de dimensões reduzidas. Essa última classificação separa os solos em duas grandes classes, os de comportamento Laterítico e os de comportamento não Laterítico (Fortes, et al. 2002). As atividades experimentais do projeto consistiram em executar ensaios de granulometria, limites de consistência, e caracterização expedita MCT. Segundo o DER/PR o revestimento primário é a camada granular, composta por agregados naturais e/ou artificiais, aplicada diretamente sobre o subleito compactado e regularizado em rodovias não pavimentadas, com a função de assegurar condições satisfatórias de tráfego, mesmo sobre condições climáticas adversas. Neste trabalho verificou-se que a classificação SUCS e TRB mantem similitudes na identificação dos solos. Isso provavelmente deva-se aos mesmos critérios de ensaios utilizados na classificação dos solos (granulometria, limite de liquidez e limite de plasticidade). Já a Classificação MCT pelo método expedito, embora as peculiaridades dos seus ensaios de laboratório (contração e penetração pelo método das pastilhas) mostrou em termos de textura, aproximação relativa com os definidos pelos métodos SUCS e TRB. Finalmente com base nos resultados obtidos e analisados, determinou-se que o SOLO 2 e SOLO 3 apresentam sob seu estado natural melhores condições geotécnicas de aproveitamento para fins de estradas rurais.

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