CORRELAÇÃO ENTRE TESTES LABORATORIAIS E A CAMPO PARA DETECÇÃO DE MASTITE SUBCLÍNICA EM REBANHOS LEITEIROS

Suelen Mendonça Soares, Alessandro Pelegrine Minho, Emanuelle Baldo Gaspar, Renata Wolf Suñe, Maria Isabel Botelho Vieira

Resumo


A mastite é a inflamação da glândula mamária que acomete fêmeas bovinas nas formas clínica e subclínica. O quadro subclínico desta doença causa muitos prejuízos no rebanho leiteiro e o seu diagnóstico consiste na análise laboratorial da contagem de células somáticas (CCS), contagem padrão em placa (CPP) e no teste a campo denominado CMT (California Mastitis Test). O objetivo deste trabalho foi analisar a correlação entre estes três testes em vacas das raças Jersey e Holandesa pertencentes à Embrapa Pecuária Sul, localizada em Bagé/RS. O experimento ocorreu durante o mês de maio de 2015 e consistiu em realizar o teste CMT no local de ordenha e coletar, uma vez por semana, durante quatro semanas, leite para as análises laboratoriais de CCS e CPP, que foram avaliadas pelo método de citometria de fluxo. O teste CMT foi realizado logo após o teste de caneca telada, em cada teto do úbere dos animais, sendo o resultado final a soma das cruzes dos quatro tetos, que pode variar de zero a 12. Em concordância com dados de trabalhos anteriores, houve uma forte correlação entre os testes CMT e CCS, devido à natureza dos mesmos, que analisam a quantia de células de defesa e epiteliais presentes no leite. Já as correlações entre os testes CCS e CMT com CPP foram consideradas fracas, indicando que o quadro de mastite subclínica do rebanho em questão, tenha sido decorrente de uma inflamação acarretada por traumas, que podem ter origem em problemas de manejo, como por exemplo, equipamento de ordenha desregulado, locais com piso áspero e lesões causadas por insetos.

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