DAS PEDAGOGIAS TOTALITÁRIAS DOS CORPOS À UMA EDUCAÇÃO PELA BELEZA DA VIDA

Andressa Pinto da Costa, Dulce Mari da Silva Voss, Aline Giorges Santos Simoes, Luana Ferreira Freitas

Resumo


O bicho homem é um ser mortal e essa certeza de finitude da vida gera uma enorme preocupação do que faremos nesse meio tempo entre o nascimento e a morte. Essa realidade nos gera pensamentos sobre a manutenção da vida e do nosso corpo. Assim como as mentes, os corpos podem ser educados, virando uma segunda natureza. Ele possui marcadores ou símbolos de fácil leitura a quem procurar por eles. A cultura e o meio em que o indivíduo está inserido, refletem de forma direta nesses marcadores fazendo do corpo uma produção cultural. Os discursos; as vivências entre outras coisas moldam a identidade do corpo formando assim as pedagogias do corpo. Essas pedagogias produzem os padrões estéticos, e a nossa sociedade atual está totalmente embasada no discurso estético; onde é o corpo que representa e a juventude e beleza tem um alto valor. Para ficar dentro dos padrões gasta-se muito com moda e cosméticos, principalmente as brasileiras que estima-se que destinem 35% de seus proventos para tal finalidade. O filósofo Michel Foucault discute em sua obra os discursos científicos e modos de produção de verdade acerca da vida. Coma base nos conceitos foucaultianos de governo de si e dos outros; cuidado de si e dos outros; do livro Vocabulário de Foucault: um percurso pelo seus temas, conceitos e autores e do texto escultura da carne: o bem-estar e as pedagogias totalitárias do corpo realizamos uma análise dos discursos que circulam nas práticas cotidianas da cultura ocidental e cria certas verdades padronizando corpos. Acreditamos que a formação e o desenvolvimento de uma prática de si deve estar pautada no objetivo de construir a si mesmo esculpindo a beleza na sua própria vida.

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