A EDUCAÇÃO AMBIENTAL COMO FERRAMENTA INTERVENTIVA DE MUDANÇA EM UM BAIRRO DO MUNICÍPIO DE ALEGRETE.

Danusa Cézar Alves, Marcus Vinícius Querol, Karina Braccini Pereira, Francine da Mota Lacerda, Liege da Silva Batista

Resumo


O presente estudo aborda o tema educação ambiental, a partir da indagação sobre como este processo pode sensibilizar e conscientizar uma sociedade, no sentido de não serem mais aceitas toleradas, ações que sejam prejudiciais para o meio ambiente. O desenvolvimento desta pesquisa traz em seu escopo a realização de uma investigação sobre como a educação ambiental pode trazer resultados que possibilitem a conscientização sobre a importância da preservação dos recursos naturais. Destacam-se entre os objetivos, a investigação da percepção ambiental do público alvo sobre como as ações antropológicas podem impactar o Arroio Regalado localizado na periferia da cidade de Alegrete/RS, a identificação das relações que o público alvo estabelece com o meio ambiente, em especial ao corpo hídrico citado, bem como, se através da intervenção com a educação ambiental houve mudanças nessa percepção. Assim, a justificativa da elaboração deste trabalho se deu em razão da necessidade de informar à sociedade sobre como suas ações podem interferir na composição do meio ambiente de forma negativa, e isso atinge tanto a nossa, como as futuras gerações. A metodologia do estudo consistiu inicialmente na utilização da ferramenta do questionário para fazer um levantamento da percepção ambiental do público alvo sem nenhum tipo de intervenção de educação ambiental, afim de, averiguar o conhecimento prévio dos pesquisados sobre meio ambiente, com ênfase nos temas lixo e água. Após realizou-se uma intervenção através da educação ambiental com utilização de folders explicativos, e para conclusão da pesquisa houve a reaplicação dos questionários para quantificar se houve ou não modificações na percepção ambiental do público alvo. Pode-se constatar a partir das análises interpretativas que grande parte do público alvo não conhece a realidade do local onde vivem, como por exemplo, a inexistência de coleta seletiva. Outro fator observado foi que embora muitos tenham afirmado que se preocupam em economizar água, a maioria não reaproveita a mesma. Todos os participantes citaram que já presenciaram alguma enchente e/ou enxurrada, e questionados sobre qual o fator que acreditam ser o maior responsável, responderam que a chuva em excesso é a principal causa para a ocorrência das mesmas, porém quando questionados se existe relação entre o lixo jogado na rua e as enxurradas, a maioria respondeu que sim. A partir dos resultados parciais pode-se perceber que embora a comunidade conviva com os transtornos causados por alagamentos, ainda não possui conhecimento sobre como suas atividades/práticas diárias podem influenciar nessa questão. Assim como ficou evidente que após a intervenção através da educação ambiental, houve uma mudança em relação a essas questões. Portanto, é possível afirmar que a educação ambiental é uma ferramenta educativa, mas também desenvolve um papel de caráter social capaz de construir valores que contribuem na efetivação das atitudes dentro de um ambiente individual ou coletivo. Por isso, nas últimas décadas do século XX, a educação ambiental se consolidou como um campo que está em crescimento, sendo alvo de inúmeras reflexões que não se limitam ao ambiente escolar, principalmente pelo potencial de suas ações.

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