AVALIAÇÃO DO TEOR DE UMIDADE DE EQUILÍBRIO DE CINCO MADEIRAS AMAZÔNICAS

Julio Cezar Hoffmann dos Santos, Darci Alberto Gatto, Mayra Daniela Ferreira, Sabrina Finatto, Ezequiel Gallio, Patricia Soares Bilhalva dos Santos

Resumo


A partir do conhecimento das propriedades físicas e mecânicas da madeira é possível racionalizar a utilização da matéria-prima. A umidade não pode ser considerada uma característica intrínseca da madeira, sendo seu estudo de fundamental importância por se tratar de um parâmetro que afeta o comportamento do material quanto à trabalhabilidade, estabilidade dimensional, resistência mecânica e durabilidade natural. O presente estudo tem como objetivo avaliar o teor de umidade de equilíbrio (UEq), da madeira de cinco espécies comerciais da Amazônia Apuleia leiocarpa (J. Vogel) J. F. Macbr (Garapeira), Erisma uncinatum Warm (Cedrinho), Hymenolobium petraeum Ducke (Angelim Pedra), Mezilaurus itauba (Meisn.) Taub. ex Mez (Itaúba) e Qualea sp. (Cambará). Para determinação da UEq utilizou-se corpos de provas com dimensões de 2cm x 2cm x 10cm com maior dimensão no sentido axial, a UEq das madeiras fora determinada pela relação entre o peso da água contida no seu interior e o seu peso no estado completamente seco. Para tanto, coletou-se o peso úmido (Pu) dos corpos de provas e suas respectivas dimensões, posteriormente os mesmos foram submersos num recipiente com água, e pressionados com uma placa perfurada que exercia pressão para que eles ficassem submersos. O material permaneceu nesta condição por 45 dias, até que os corpos de prova apresentaram massa constante, durante este período foram coletados o peso e dimensões radial, tangencial e longitudinal de cada corpo de prova. Subsequentemente os corpos de prova foram levados à estufa micro processada, com temperatura de 100ºC por 72 horas, para secagem completa. Seguidamente realizou-se a pesagem da madeira seca (Po), para determinar então o peso da água removida (Pu - Po) e relacionar este valor com peso da madeira seca a 0% de umidade (Po). Utilizou-se a análise de variância o Delineamento Inteiramente Casualizado (DIC), e para teste de medias utilizado o teste Tukey com nível de 5% de probabilidade de erro. A espécie cedrinho apresentou o maior teor de UEq médio das espécies estudadas com 12,6%, seguida da espécie cambará com UEq médio de 11,3%. O angelim-pera obteve UEq de 10,64 %, a garapeira com 9,8%, e a espécie de itaúba 9,81%. Através do teste de Tukey constatou-se que a garapeira e a itaúba não apresentaram diferença estatística, e as espécies de cedrinho, cambará e o angelim-pedra apresentaram diferença estatística, afirmando que há variação e diferença na UEq entre as espécies amazônicas estudas. Pode-se concluir que, das cinco espécies florestais da Amazônia avaliadas, a garapeira e itaúba apresentaram os menores valores de umidade de equilíbrio, podendo então serem consideradas melhores que o angelim-pedra, o cambará e o cedrinho.

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