ESTUDOS DE GÊNERO E GASLIGHTING NO JORNALISMO

Louise Ariane da Campo, Geder Luis Parzianello

Resumo


O presente artigo é um trabalho fundamentado nos estudos de gênero e comunicação e traz um breve recorte das pesquisas relacionadas ao tema já feitas no Brasil. Além disso, o que é matéria desse artigo, diz a respeito à nova expressão gaslighting ou gas-lighting, termo usado para citar relacionamentos abusivos e que atualmente nomeia o que determinados veículos de comunicação vem fazendo quando pautam a loucura como uma justificativa para atacar figuras femininas. Nesse estudo, especificamente serão abordados os ataques feitos à mulheres representantes políticas que, através dos enunciados usados por certas mídias fazem parecer que a mulher não possui capacidade psicológica para ter determinado cargo. Para objetivo de exemplificação do gaslighting, foram usadas as capas da revista IstoÉ do mês de abril de 2016, Noticias de La Semana do mês de junho de 2013 e a capa do jornal New York Post do dia 12 de janeiro de 2012. A pesquisa busca no levantamento bibliográfico compreender quais os assuntos relacionados aos estudos de gênero e comunicação que estão sendo estudados e se existe algum a respeito de gaslighting e jornalismo. O trabalho parte da hipótese de que o gaslighting é um ataque feito apenas à mulheres e que essa forma de fazer jornalismo se configura como uma linguagem ofensiva e uma forma de preconceito ao gênero feminino. Essa investigação traz como principal finalidade esclarecer as estratégias textuais midiáticas do uso de projeção da loucura para atingir mulheres em cargos políticos e entender os motivos que explicariam a existência dessa prática.

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